A Associação do Comércio da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP) prevê um aumento moderado nos preços do pão e dos produtos de pastelaria ao longo de 2026. A subida, embora considerada ligeira, resulta sobretudo do agravamento do custo dos ovos, bem como do encarecimento de frutos secos e do cartão utilizado nas embalagens.
A presidente da direção da ACIP, Deborah Barbosa, explicou que, apesar de se antecipar um ano estável nos mercados internacionais da farinha, energia e logística, haverá pressões que tenderão a refletir-se no preço final ao consumidor. Entre estas, destacam-se as revisões laborais e a possível retirada dos apoios estatais aos combustíveis.
Dados da Deco indicam que o preço dos ovos registou uma subida expressiva em 2025: a meia dúzia passou de 1,61 euros no início do ano para 2,12 euros em novembro, um aumento de mais de 30%. Este valor mantém-se inalterado desde outubro, quando atingiu o pico.
Para a ACIP, o próximo ano será marcado por um esforço de consolidação e de melhoria da eficiência produtiva, com ênfase na diferenciação como estratégia para garantir margens sustentáveis.
Deborah Barbosa sublinha que o comportamento dos preços em 2025 mostra já maior alinhamento com a inflação, após um período de grande instabilidade nos custos e retração do consumo.
Segundo a dirigente, o setor vive agora um ambiente mais equilibrado, embora continue sujeito a desafios relacionados com mão-de-obra e serviços essenciais.
