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PJ efetua 11.ª detenção na operação “Cinderela” por esquema fraudulento em processos de insolvência

PJ

A Polícia Judiciária deteve, esta terça-feira, um cidadão estrangeiro no âmbito da operação “Cinderela”, elevando para 11 o número total de detidos nesta investigação que visa um alegado esquema criminoso ligado a processos de insolvência e recuperação de empresas.

De acordo com a PJ, a investigação — iniciada após a operação desencadeada a 3 de março — centra-se na atuação concertada de um grupo organizado que intervinha em processos judiciais, tirando partido das suas funções profissionais para manipular decisões e beneficiar devedores em prejuízo dos credores legítimos.

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Em causa está um esquema que recorria à apresentação de créditos fictícios, suportados por documentação alegadamente falsificada. Estes créditos eram posteriormente reconhecidos nos processos, permitindo não só a apropriação indevida de património — incluindo bens móveis e imóveis — como também a aprovação de planos de recuperação favoráveis aos devedores.

Segundo as autoridades, este mecanismo possibilitava a suspensão das ações dos credores reais, facilitando a dissipação de ativos das empresas em insolvência.

O homem agora detido, de 56 anos e empresário de profissão, estará indiciado por vários crimes, nomeadamente associação criminosa, corrupção, burla qualificada, insolvência dolosa, falsificação de documentos e branqueamento de capitais. Os factos em investigação terão ocorrido, pelo menos, entre 2023 e 2025.

No âmbito da mesma operação, já tinham sido detidas outras 10 pessoas, incluindo três ex-administradores de insolvência, um advogado e seis empresários e comerciantes.

As diligências realizadas até ao momento incluíram 18 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, em residências, empresas e escritórios de advogados. Foram apreendidos documentos, material informático, dinheiro, bens de luxo e viaturas de gama alta, considerados relevantes para a investigação.

O suspeito será presente ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial, onde serão determinadas as medidas de coação. O inquérito é dirigido pelo DIAP Regional do Porto.

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