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Penela

Penela registou mais de 130 ocorrências provocadas pela passagem da Kristin. Autarquia fez balanço dos estragos

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A passagem da depressão Kristin pelo concelho de Penela, a partir das 5h da manhã, provocou danos em infraestruturas críticas, edifícios públicos, escolas, empresas e habitações particulares, obrigando à ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil às 6h00.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Penela, Eduardo Nogueira dos Santos, “na sequência da depressão Kristin tivemos vários danos no nosso município, foram afetados um conjunto de estruturas e estruturas críticas, nomeadamente o Centro de Saúde, o Quartel dos Bombeiros, vários edifícios públicos, incluindo o edifício do Espaço do Concelho, do Parque Logístico, da Biblioteca e Auditório, do Campo de São Jorge”.

Também a rede elétrica sofreu danos significativos. O autarca referiu a existência de “vários postos de energia elétrica destruídos, postos de alta, média e baixa tensão”, situação que levou ao encerramento, durante o dia, de serviços como a Conservatória, as Finanças e o Tribunal, por falta de eletricidade. A expectativa, segundo o município, é que estes serviços possam retomar a atividade esta quinta-feira.

Todas as escolas do agrupamento foram atingidas, abrangendo Penela, Espinhal e Cumieira. Só a escola de Penela reabrirá amanhã. As escolas da Cumieira, do Espinhal e a creche da Santa Casa da Misericórdia abrirão, devido a danos e constrangimentos causados por quedas de árvores e postes de eletricidade. Para estas crianças, estão previstas alternativas na Escola Sede do Agrupamento de Escolas de Penela.

Mais de 130 ocorrências registadas

O coordenador municipal da Proteção Civil, Ricardo Pedro, explicou que os efeitos da depressão começaram a sentir-se cerca das 5h00 da manhã e que, até às 18h00, foram registadas aproximadamente 130 ocorrências.

“Das mais diversas tipologias, nomeadamente quedas de árvores e necessidade de cortes para libertar a circulação rodoviária, vários condutores de eletricidade depositados na via pública, vários danos estruturais em propriedades privadas e públicas e também vários deslizamentos de massas sobre acessos e vias de circulação”, enumerou.

As ocorrências foram resolvidas com meios locais e externos, atribuídos pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em articulação com equipas municipais multidisciplinares.

De acordo com Ricardo Pedro, praticamente todas as vias principais do concelho estão transitáveis, embora condicionadas. Paralelamente, foi realizado um trabalho de proximidade junto de edifícios, sobretudo privados, para avaliar condições de habitabilidade, especialmente para a noite.

“O município planeou alojamento temporário de emergência caso se verificasse essa necessidade, mas concluiu-se que não seria necessário realojar ninguém. Houve alguns realojamentos locais para habitações familiares, mas questões muito pontuais”, explicou.

Prejuízos elevados e apelo à cautela

O presidente da câmara salientou que, para além dos edifícios públicos, “por todo o território tivemos várias casas com telhas arrancadas” e um número ainda incalculável de árvores caídas. Na zona industrial, várias empresas registaram prejuízos, com telhados e paredes arrancados.

Os danos totais ainda estão a ser avaliados, mas “seguramente na ordem dos milhões de euros”, segundo Eduardo Nogueira dos Santos.

Ambos os responsáveis apelaram à prudência da população, uma vez que existem árvores e estruturas fragilizadas que podem causar novos incidentes com a chuva e o vento previstos. O coordenador da Proteção Civil recomendou que os cidadãos evitem deslocações desnecessárias, utilizem o 112 ou o número dos Bombeiros de Penela (239 560 100) em caso de emergência e permaneçam atentos às indicações das autoridades.

A Comissão Municipal de Emergência e Proteção Civil deverá reunir novamente na quinta-feira, pelas 11h00, para reavaliar a situação e decidir sobre a manutenção ou cessação do Plano Municipal de Emergência.

Apesar da dimensão dos danos registados ao longo do concelho, o executivo municipal considera que o balanço global do dia é positivo, sobretudo tendo em conta a rapidez da resposta e a articulação entre os vários agentes no terreno. “O balanço, ainda assim, é bastante positivo, conseguimos repor a normalidade na maior parte das vias de comunicação, graças ao trabalho de um conjunto de entidades”, afirmou o presidente da Câmara, Eduardo Nogueira dos Santos.

“As equipas no terreno foram inexcedíveis”, afirmou o presidente, agradecendo a todos os que contribuíram para mitigar os efeitos de uma depressão que teve “um forte impacto” no concelho.

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