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Política

Pedro Delgado Alves aponta Coimbra como bom exemplo de mobilização e resposta à calamidade

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O deputado do Partido Socialista eleito pelo Círculo Eleitoral de Coimbra, Pedro Delgado Alves, disse ontem, dia 25 de fevereiro, que a experiência e proximidade dos autarcas é essencial para fazer face a fenómenos meteorológicos extremos como os que Portugal viveu nas últimas semanas.

No plenário que decorreu na Assembleia da República subordinado ao tema “Escudo Social: Proteger e reconstruir as comunidades nos concelhos afetados pelas tempestades”, o vice-presidente da bancada do PS deu a região de Coimbra como um bom exemplo de mobilização. “A experiência de largos anos a gerir a complexidade do sistema hidráulico do Baixo Mondego, em que com o empenho dos autarcas, com a presença dos responsáveis nacionais, foi possível dar resposta a uma crise meteorológica sem precedentes”, sustentou.

De acordo com o socialista, o que permitiu minorar os danos foi estarem no terreno “autarcas que conhecem o território, comunicação e pedagogia, anos de investimento até pela própria comunidade intermunicipal em Proteção Civil, gestão das populações e das suas deslocações, a capacidade de as proteger e avisar”.

Pedro Delgado Alves comentou que o país ainda não foi capaz de interiorizar que é essencial “uma cultura de Proteção Civil que verdadeiramente faça a prevenção, que comunique com antecipação e informe as pessoas detalhadamente”.

Por outro lado, salientou a importância da robustez da resposta e da necessidade de coesão territorial nestas circunstâncias. “Não podemos esquecer nenhum território afetado e queremos sublinhar isto mesmo neste debate”.

Foi nesse sentido que o Partido Socialista promoveu o alargamento dos territórios que deveriam ser objeto de declaração de calamidade, bem como o prazo respetivo, proposta que foi aprovada e que permite que nenhum município fique para trás.

Pedro Delgado Alves concluiu lembrando que, para o futuro, temos de aprender a lidar com uma realidade nova. “As alterações climáticas mudaram a forma como as nossas infraestruturas têm de lidar com o país, portanto não podemos ser negacionistas, temos de mudar de vida”.

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