A Pampilhosa da Serra assinalou hoje o Dia do Trabalhador com a inauguração da requalificação urbanística da entrada oeste da vila, um novo espaço de lazer que aposta na sustentabilidade e na valorização de uma das principais portas de entrada do concelho.
A cerimónia ficou também marcada por uma homenagem aos antigos cantoneiros da extinta Junta Autónoma das Estradas (JAE). O espaço integra uma pequena construção que servia como “depósito de materiais” destes profissionais, agora recuperada com o objetivo de preservar a memória do seu trabalho.
Segundo nota enviada à Beira Digital TV, o presidente da Câmara Municipal, Jorge Custódio, sublinhou a importância de perpetuar este legado, referindo que a requalificação daquela estrutura pretende recordar “o serviço público, o trabalho árduo e o legado destes homens”, destacando-os como exemplo para as novas gerações. Na cerimónia estiveram presentes quatro antigos cantoneiros do concelho.
Ainda no âmbito das comemorações do Dia do Trabalhador, o autarca salientou que a inauguração do espaço não poderia acontecer sem reconhecer o contributo de quem ali trabalhou ao longo de décadas, considerando-os parte integrante da história local.
A intervenção, localizada no cruzamento entre a Rua Rangel de Lima e a Avenida de São Silvestre, representa um investimento de 676.395,40 euros (acrescido de IVA), sendo financiada pela União Europeia através do Programa Regional do Centro – Centro 2030. O projeto foi desenvolvido pela empresa Inline Engenharia, Lda. e executado pela Construções Castanheira & Joaquim, Lda., num terreno anteriormente pertencente à JAE e entretanto adquirido pelo município.
De acordo com Jorge Custódio, esta obra vai além de um simples arranjo urbanístico, integrando um conjunto de intervenções que visam melhorar a mobilidade e qualificar o espaço urbano da vila, refletindo também uma aposta na sustentabilidade e no futuro do território.
Um espaço inspirado no Rio Unhais
O projeto teve como inspiração o Rio Unhais, sendo a água o elemento central do conceito. Entre os principais destaques estão uma cascata com três plataformas e um espelho de água de forma irregular, que criam diferentes percursos e zonas de estadia. O espaço inclui ainda áreas ajardinadas, árvores, bancos e uma escadaria, promovendo uma integração equilibrada entre natureza e desenho urbano.
A antiga estrutura dos cantoneiros foi igualmente requalificada, passando agora a acolher uma pequena coleção museológica com peças, mobiliário e ferramentas utilizadas por estes profissionais.
Maior “árvore eólica” do país
Outro dos elementos distintivos do projeto é a instalação de uma “Wind Tree”, uma estrutura composta por 36 microturbinas com uma potência total de 10.800 W. Este equipamento permitirá assegurar praticamente todas as necessidades energéticas do espaço, desde a iluminação ao sistema de circulação da água, reduzindo os custos energéticos.
Trata-se da maior estrutura deste tipo instalada em Portugal, existindo apenas outra semelhante no país, mas com menor capacidade, posicionando este projeto como uma referência em inovação e eficiência energética no espaço público.
Se quiseres, posso adaptar o texto para um formato mais curto (tipo nota de imprensa ou peça para rádio/TV).