Noelia Castillo, de 25 anos, morreu esta quinta-feira após ser submetida a eutanásia, num processo que se prolongou por mais de um ano e meio devido a sucessivos recursos judiciais apresentados pelo pai e por uma associação religiosa. Todos os pedidos foram rejeitados por cinco tribunais, permitindo o cumprimento da vontade expressa da jovem.
A jovem vivia com dores físicas constantes e intenso sofrimento psicológico, considerados irreversíveis pelos peritos envolvidos. Em julho de 2024, o seu pedido de morte medicamente assistida foi aprovado pelas autoridades competentes, por cumprir os critérios legais estabelecidos em Espanha.
O percurso de Noelia ficou marcado por episódios de negligência familiar, abusos e um trauma grave em 2022, quando foi vítima de violação em grupo. Após tentar suicídio, ficou paraplégica, situação que agravou o seu sofrimento físico e emocional. “Quero partir em paz e deixar de sofrer”, declarou dias antes da sua morte.
O caso reacendeu o debate em Espanha sobre a eutanásia, gerando reações políticas divergentes. Enquanto o governo catalão afirmou respeitar a decisão da jovem, partidos como o Vox criticaram o procedimento. Desde a legalização da eutanásia no país, mais de mil pessoas recorreram a este direito até ao final de 2024.
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