Assinalam-se hoje 113 anos do falecimento de Albano Moraes Lobo, primeiro Administrador do Concelho de Mortágua e fundador da Casa Lobo, histórico estabelecimento comercial da vila. Albano Moraes Lobo faleceu a 26 de janeiro de 1913, aos 40 anos de idade, deixando profunda consternação na população, que lhe reconhecia grande prestígio e consideração pública.
O falecimento ocorreu quando se deslocava de bicicleta para observar uma fonte na zona de Sula, acompanhado pelo vice-presidente da Câmara Municipal. Segundo relatos da época, sentiu-se mal na zona do Barracão, tendo sido vítima de uma síncope fatal, numa altura em que os meios de transporte e de socorro eram ainda muito limitados.
O jornal Sul da Beira, na edição de 30 de janeiro de 1913, noticiou o acontecimento, referindo a forte comoção gerada na comunidade, comprovada pela participação de cerca de duas mil pessoas no funeral. Essa memória foi agora evocada através da colocação de uma cópia emoldurada da notícia original no átrio da Casa Lobo, edifício que atualmente acolhe vários serviços municipais.
O momento simbólico contou com a presença de Abraltino Lobo, neto do homenageado, que cedeu o exemplar do jornal, bem como do Executivo Municipal. O presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, sublinhou a importância da Casa Lobo na preservação da memória de Albano Moraes Lobo e do seu contributo político, económico, social e cultural para o concelho de Mortágua, num edifício que manteve a sua identidade após a reabilitação.