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A atriz Elisa Lisboa morreu esta sexta-feira, aos 81 anos, na Casa do Artista, onde vivia desde 2018. A notícia foi avançada pela própria instituição, que recordou a artista como alguém profundamente ligado à arte e à vida cultural portuguesa.
Com uma carreira que atravessou o teatro, o cinema, a televisão e o ensino, Elisa Lisboa foi também professora de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema. O seu último trabalho na televisão foi em 2016, na novela A Impostora, da TVI, mas o seu percurso inclui dezenas de participações em produções marcantes.
Na SIC destacou-se em projetos como Floribella (2006) e Podia Acabar o Mundo (2008), e integrou ainda séries e novelas de vários canais, como Morangos com Açúcar, Conta-me Como Foi, Bem-Vindos a Beirais e Mulheres, entre muitas outras.
No teatro, iniciou a carreira no Teatro Experimental de Cascais no final dos anos 60, com peças como Bodas de Sangue e O Rei Está a Morrer, e mais tarde integrou o Grupo Teatro Hoje, onde participou em espetáculos como O País do Dragão e Terminal Bar. No cinema, colaborou com vários realizadores em filmes como Sombras de uma Batalha, Coisa Ruim e Axilas.
A Casa do Artista revelou que a última fotografia divulgada da atriz foi tirada em novembro, durante uma sessão com residentes, familiares e amigos, sublinhando que Elisa Lisboa “adorava ser fotografada” e “estava feliz”, deixando uma memória de alegria nos seus últimos meses de vida.
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