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Miranda do Corvo critica decisão do Santander de encerrar agência e alerta para erro estratégico num concelho em crescimento

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A Câmara Municipal de Miranda do Corvo tomou conhecimento da decisão do Banco Santander de encerrar a sua agência no concelho, manifestando a sua preocupação e firme reprovação pelo impacto que esta decisão terá na população.

O Presidente da Câmara Municipal, José Miguel Ramos Ferreira, reagiu à decisão destacando vários fatores que tornam esta opção incompreensível.

“Num momento em que a banca apresenta lucros record, esperava-se responsabilidade social e compromisso com os territórios. Esta decisão vai no sentido oposto e não é aceitável.”

O Presidente sublinha ainda que esta decisão surge num momento particularmente exigente para o concelho: “Miranda do Corvo foi recentemente afetado por prejuízos muito significativos decorrentes das tempestades. O que as pessoas esperam é apoio, estabilidade e confiança, não o encerramento de serviços essenciais.”

Apesar das dificuldades dos últimos anos, onde Miranda do Corvo perdeu habitantes e dinâmica económica, o concelho encontra-se atualmente a inverter essa trajetória. “estamos atualmente a recuperar dinâmica e ambição. Estão já assegurados investimentos relevantes nas áreas industrial, empresarial e habitacional, a par de projetos públicos estruturantes. Estamos claramente num novo ciclo.”

Nesse contexto, reforça: “Hoje, Miranda do Corvo está a afirmar-se como um dos melhores concelhos da região para viver, em particular para famílias. É incompreensível que, num momento destes, se retire um serviço essencial à população.”

O impacto direto nas pessoas é também uma das principais preocupações. “Num concelho com uma população envelhecida, os serviços bancários de proximidade continuam a ser fundamentais. Para muitos, especialmente os mais idosos, não são uma opção, são uma necessidade no dia a dia.”

José Miguel Ramos Ferreira alerta ainda para o erro estratégico da decisão: “Ao sair de Miranda do Corvo, o Santander arrisca perder uma parte significativa da sua base de clientes para outras instituições. Concentrar serviços num concelho onde já existe forte oferta não só prejudica o território, como dificilmente se justifica do ponto de vista estratégico.”

A Câmara Municipal já manifestou junto da administração do Banco Santander o seu descontentamento e apelou à reavaliação da decisão.

Caso não seja possível a sua reversão, o Município solicitou a garantia de um serviço mínimo de proximidade, nomeadamente através da instalação de um equipamento multibanco moderno, com funcionalidades completas, incluindo depósitos de numerário e acesso a operações bancárias essenciais.

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