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Ministra da Saúde alerta para semanas “particularmente exigentes” devido à gripe

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, alertou que “as próximas oito semanas serão particularmente exigentes” para o Serviço Nacional de Saúde, antecipando um “aumento da procura nos serviços de urgência” devido ao crescimento dos casos de gripe.

Segundo afirmou, apesar de se tratar de um fenómeno habitual, “este ano a gripe está a surgir mais cedo e com um potencial para um impacto maior do que em épocas anteriores”. O Ministério da Saúde está a seguir o plano de resposta sazonal para o inverno, que “define medidas para reforçar a capacidade de resposta do SNS durante os meses de maior pressão”.

A ministra explicou que este plano enquadra os planos locais de contingência das Unidades Locais de Saúde e dos Institutos Portugueses de Oncologia, elaborados segundo orientações da Direção-Geral da Saúde e da Direção Executiva do SNS. Estes planos “estão organizados em níveis de contingência, permitindo adaptar a resposta à evolução da procura e garantir uma atuação coordenada em todo o país”.

Ana Paula Martins garantiu que as instituições do SNS “estão preparadas e articuladas”, abrangendo hospitais, centros de saúde, INEM, DGS, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e Direção Executiva do SNS.

A responsável revelou ainda que quase 2,3 milhões de pessoas já foram vacinadas contra a gripe e reforçou o apelo à vacinação, lembrando que é gratuita para grupos prioritários. Até 30 de novembro tinham sido administradas “2.297,551 milhões de vacinas”, mais 139.386 do que no mesmo período do ano anterior.

A ministra enumerou também medidas de prevenção recomendadas à população, como “usar máscara em espaços fechados ou quando se apresentam sintomas respiratórios”, “proteger-se do frio” e “cuidar especialmente dos mais velhos e dos mais vulneráveis”.

Admitiu igualmente que, perante “pressão significativa nos serviços de urgência”, poderá ser necessário “parar a atividade cirúrgica”, mantendo apenas as cirurgias urgentes e oncológicas.

Quanto à capacidade de internamento, referiu que em Lisboa e Vale do Tejo foram disponibilizadas camas pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa — 27 camas sociais, 112 de apoio ao internamento e mais 50 previstas — totalizando “180 camas nos próximos dias”.

Por fim, apelou a que os utentes contactem a Linha SNS 24 antes de recorrerem às urgências e lembrou a necessidade de proteger os profissionais de saúde em períodos de maior pressão: “o sacrifício que fazem vai, nestas alturas, muito para além do habitual”.

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