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Vídeo | Metro Mondego arranca entre Serpins e Coimbra no dia em que se assinalam 119 anos do Ramal da Lousã

O Metro Mondego iniciou oficialmente, esta terça-feira, a ligação entre Serpins e a Portagem, em Coimbra, encerrando um ciclo de cerca de 15 anos sem um serviço ferroviário estruturado ao longo do antigo Ramal da Lousã. A primeira viagem realizou-se às 5h30, numa data simbolicamente relevante, uma vez que se assinalam 119 anos desde a chegada do comboio à Lousã, inaugurado a 16 de dezembro de 1906.

Na sessão de inauguração dos Sistema de Mobilidade do Mondego, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reconheceu que o projeto esteve durante anos associado a “ansiedade, muita frustração, às vezes mesmo indignação”, sentimentos que marcaram a vida coletiva dos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã. Ainda assim, sublinhou que este é o momento de virar a página, defendendo que “esta é a hora em que nós devemos, sobretudo, olhar para o futuro”.

Luís Montenegro destacou os impactos diretos do novo sistema de transporte, afirmando que o Metro Mondego vai aproximar pessoas e territórios, reduzir custos e melhorar a qualidade de vida. Segundo o chefe do Governo, as deslocações vão tornar-se mais baratas e mais eficientes, permitindo que “as pessoas vão ganhar tempo e vão ganhar qualidade de vida”, num ganho que considerou “assinalável”. O primeiro-ministro salientou ainda os benefícios ambientais, defendendo que o novo meio de transporte pode reduzir o trânsito e as emissões poluentes, enquadrando o projeto numa estratégia nacional de mobilidade.

Durante a cerimónia, Luís Montenegro fez também questão de assinalar a dimensão histórica do momento, recordando que “o comboio chegou à Lousã faz hoje, precisamente, 16 de dezembro, 119 anos”, ligando simbolicamente o início do Metro Mondego à memória do antigo ramal ferroviário.

Para a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, o arranque do serviço representa um ato de justiça para a região. A responsável considerou que o Metro Mondego devolve tempo às pessoas e alivia os encargos das famílias, sublinhando que “é tempo que devolvemos às pessoas” e “é menos custos na vida das famílias”. Defendeu ainda que o novo sistema traz mais segurança e dignidade, afirmando que se trata de uma escolha política que rejeita “uma região a duas velocidades”, reforçando a ideia de que “mobilidade é oportunidade” e “mobilidade é igualdade”.

Já o presidente do Metro Mondego, João Marrana, afirmou que a satisfação com a entrada em funcionamento do sistema não resulta apenas do resultado final, mas de todo o percurso realizado.

Segundo o responsável, o projeto foi desenvolvido com “o superior propósito de melhorar a mobilidade da região”, num processo marcado por decisões tomadas “com responsabilidade” e desafios enfrentados “com coragem”.

João Marrana recordou ainda que as populações suportaram “15 anos sem serviço de qualidade” e foram milhares as pessoas afetadas pelas obras, garantindo que o esforço será agora recompensado com um serviço moderno, de elevada frequência e com veículos elétricos confortáveis, equipados com tecnologia de segurança e conforto.

Em declarações à Beira Digital TV, o presidente da Câmara Municipal da Lousã, Víctor Carvalho, considerou o dia “muito esperado por toda a população”, lembrando que o concelho esteve uma década e meia sem ligação direta a Coimbra. Para o autarca, “hoje a Lousã e Serpins estão de facto mais ricas com este serviço”, que descreveu como moderno, confortável e capaz de trazer uma nova mobilidade a todo o território.

Também o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, José Miguel Ferreira, classificou o arranque do Metro Mondego como “um virar de página” e “um dia de novas oportunidades”. O autarca destacou o potencial do sistema para aproximar territórios, atrair novos residentes e reforçar o desenvolvimento regional, defendendo que a região deve agora ambicionar mais e aprender com o que correu menos bem ao longo do processo.

A bordo do primeiro Metrobus, às 5h30, os passageiros manifestaram expectativas positivas. José Luís, residente em Vila Nova do Ceira, afirmou não ter dúvidas quanto à adesão da população, referindo que, pelo feedback que recebe no seu trabalho como taxista, “são centenas de carros que não irão entrar em Coimbra”, graças à utilização do novo transporte. Para o passageiro, o mais importante é que o sistema funcione de forma eficaz e definitiva.

Também Patrícia Reposo, que entrou em Miranda do Corvo, considerou o arranque do serviço “uma muito boa notícia”, lembrando que foi utilizadora do antigo comboio e, mais tarde, dos autocarros de substituição. Garantiu que vai optar pelo Metro Mondego de forma regular, afirmando que “agora sim, sem dúvida”, destacando a rapidez da viagem e a melhoria face às alternativas anteriores.

Com o início da operação regular do Metro Mondego, a ligação entre Serpins, Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra entra numa nova fase, precisamente no dia em que se assinalam 119 anos da inauguração do Ramal da Lousã, encerrando um longo período de espera e abrindo caminho a uma nova mobilidade na região.

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