O Ministério Público (MP) está a investigar um alegado caso de maus-tratos a uma criança com menos de 4 anos no Colégio de São Gonçalo, localizado em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.
De acordo com a RTP-Açores, que avança com a notícia, as suspeitas que recaem sobre uma educadora de infância que já tinha, inclusive, sido chamada a atenção por comportamentos idênticos anteriormente.
O caso remonta a 6 de agosto de 2025, dia em que Carla Pereira foi levar o filho à escola e voltou atrás por suspeitar de que algo se passava.
O menino tinha cada vez mais medo de ficar no colégio, por isso, o seu instinto de mãe levou a que regressasse ao colégio naquele dia. O que ouviu e viu deixou-a em choque.
“Vi a educadora aos gritos com ele: ‘quem é que tu julgas que és’. Deparei-me com o meu filho sem meias e sem sapatos, a ser puxado pelo braço esquerdo, onde já tinha um edema, suspende-o no ar e dá-lhe uma palmada no rabo”, contou a mulher ao canal regional.
As sequelas daquele dia estenderam-me durante muito tempo. O filho de Carla teve mais de 30 consultas de psicologia por apresentar comportamento desafiador e agitação psicomotora e sofreu uma deformação no antebraço, tal como descrito no relatório clínico da especialidade de ortopedia, relacionado com o que aconteceu.
Na altura, a direção do colégio lamentou o sucedido através de um e-mail remetido aos pais, repudiando a “ação e atitude” da educadora da sala dos 4 anos.
Porém, a posição da instituição, gerida por missionárias reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, acabou alterar, ao longo do tempo.
Aos pais do menino, alegadamente, agredido, a diretora da escola pediu mesmo que tudo fosse resolvido “internamente” e para perdoarem “como Jesus perdoava”.
Carla Pereira recusou. Prosseguiu com a denúncia ao Ministério Público (MP), à Inspeção de Educação, ao Instituto da Segurança Social e à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.
A queixa por alegados maus-tratos ao menor de 4 anos desencadeou um processo de averiguações por parte da inspeção Regional de Educação, que deu lugar a um processo disciplinar.
A educadora em causa ficou impedida de trabalhar durante 10 dias, com perda de vencimento, uma vez que não era “primária em práticas similares, tendo já sido merecedora de censura anterior, com aviso de que o seu comportamento considerado imprópio não se podia repetir, o que aconteceu, com um grau de gravidade mais acentuado”.
Entretanto, a educadora voltou ao serviço e mantém-se a trabalhar com crianças, acompanhada por outra funcionária. Oito meses depois, o resultado do processo disciplinar nunca foi comunicado à tutela.
O caso entregue ao MP está agora em fase de inquérito. Depois de inquiridas as testemunhas, os pais do menor serão ouvidos na quarta-feira no Tribunal de Angra do Heroísmo.
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