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Médica de Benavente investigada por alegada fraude em reformas por invalidez

Uma médica de Benavente está a ser investigada por alegadamente receber dinheiro para facilitar processos de reforma por invalidez. O caso foi tornado público por uma reportagem da SIC, que aponta para a cobrança de cerca de mil euros por cada processo, envolvendo, entre outros, trabalhadores da Carris.

Segundo a investigação jornalística, nas últimas décadas terão sido identificados vários casos de reformas atribuídas com recurso a esta médica, incluindo pelo menos 22 trabalhadores da Carris. A empresa confirmou ter detetado um aumento considerado anómalo destes processos, tendo apresentado uma queixa-crime junto do Ministério Público.

A médica, identificada como Emuna Mia, de 72 anos, terá consultório em Santo Estêvão e encontra-se alegadamente desaparecida desde quinta-feira, dia seguinte à emissão da reportagem. Há suspeitas de que possa ter viajado para Moçambique, país de onde é natural.

O caso levou à abertura de um processo disciplinar por parte da Ordem dos Médicos, que considera os factos potencialmente lesivos da ética e deontologia médica. O bastonário, Carlos Cortes, sublinhou que, a confirmarem-se, as práticas constituem uma grave quebra de confiança na profissão.

Paralelamente, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu uma investigação, estando a analisar 22 processos relacionados com trabalhadores da Carris. O objetivo passa por identificar todos os profissionais envolvidos e verificar a legalidade das juntas médicas que aprovaram as reformas.

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