A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 81 ocorrências entre as 00:00 e as 08:00 desta sexta-feira devido aos efeitos da depressão Ingrid, com destaque para quedas de árvores, limpezas de via, quedas de estruturas e movimentos de massa. Não houve registo de vítimas ou danos graves.
No distrito de Coimbra verificaram-se 11 ocorrências até ao momento, entre elas quedas de árvores, movimentos de massas e limpezas de vias.
As regiões Norte e Centro foram as mais afetadas, cada uma com 50 ocorrências, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 11, Alentejo com quatro e Algarve com uma. Nas operações estiveram envolvidos 259 operacionais, apoiados por 113 veículos. A Linha do Minho manteve-se suspensa entre Caminha e Valença devido à queda de uma árvore.
Entre as 00:00 e as 23:00 de quinta-feira, foram registadas 349 ocorrências, sobretudo nas regiões Norte e Centro, evidenciando o impacto contínuo do mau tempo provocado pela depressão Ingrid.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva, neve, vento forte e agitação marítima, tendo emitido avisos de diferentes graus de severidade. Os distritos de Viseu, Porto, Vila Real e Braga estão sob aviso vermelho até sábado devido à queda de neve acima de 600/800 metros. Bragança, Guarda e Castelo Branco permanecem sob aviso laranja, enquanto Portalegre está com aviso amarelo.
O IPMA também emitiu avisos vermelhos e laranja para vários distritos costeiros devido à agitação marítima, com ondas que podem atingir até 15 metros. Além disso, avisos de vento forte afetam os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria, Beja, Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga, com rajadas que podem chegar aos 120 km/h nas serras.
Quase todo o território nacional continental foi colocado em estado de prontidão especial de nível 3 pela ANEPC até sábado, face à previsão de neve e agitação marítima, enquanto nas ilhas da Madeira e Porto Santo os avisos incluem vento forte e agitação marítima com ondas até 12 metros.