Mais de 200 pessoas participaram este sábado no jantar-concerto que assinalou o 7.º aniversário da Cooperativa Pedrinhas, evento que decorreu num ambiente de partilha e solidariedade.
Em entrevista à Beira Digital TV, Ana Brazião, uma das fundadoras da cooperativa, destacou o caráter simbólico e emocional da noite: “Está a ser uma noite muito bonita. Somos 15 fundadores e todos trabalhamos de forma voluntária para que a Pedrinhas continue a crescer e a ajudar cada vez mais crianças e jovens com doenças muito graves, oncológicas e outras igualmente sérias.”
Durante o jantar, foram apresentados os quatro principais projetos da Pedrinhas: o “Um Soninho Colorido”, com mais de 100 voluntárias que contam histórias a crianças internadas no Hospital Pediátrico de Coimbra; o “Um Castelo – Pedrinho a Pedrinha”, que reabilita casas e as oferece a famílias carenciadas; o “Pedrinhar-te”, que utiliza a expressão artística como ferramenta para ajudar as crianças a lidar com emoções e dificuldades; e o “Pedrinhas NATUR”, um projeto de habitação colaborativa na Serra da Lousã, apoiado pelo PRR, destinado a famílias com crianças em situação de doença grave.
Sobre este último, Ana Brazião explicou que “as obras estão a sofrer atrasos devido à falta de mão de obra e à localização difícil da construção”, reconhecendo que gostaria que “finalizasse o mais rapidamente possível”.
Em balanço dos sete anos de atividade, a responsável apontou como principal dificuldade “o crescimento da organização e o elevado número de pedidos de ajuda”, referindo que a equipa “faz tudo o que consegue, mas nem sempre é possível dar resposta tão rápida quanto gostaria”. Ainda assim, sublinhou que as dificuldades também trouxeram oportunidades: “Forçaram-nos a reorganizar e a apostar na área artística, que tem sido fundamental para o desenvolvimento emocional das crianças.”
Questionada sobre o objetivo do jantar, Ana Brazião explicou que a iniciativa teve três propósitos: “comemorar, divulgar e angariar fundos. É importante que as pessoas conheçam a Pedrinhas, acreditem no nosso projeto e caminhem connosco.”
A cooperativa, fundada há sete anos, tem vindo a afirmar-se como uma referência no apoio a crianças e famílias em contexto de doença grave, mantendo uma forte rede de voluntariado e parcerias solidárias. “Para ser parceiro, é preciso gostar muito do projeto e ser resiliente, porque o que fazemos implica muita dádiva”, concluiu Ana Brazião.
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