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MAAVIM denuncia abandono dos lesados dos incêndios de 2017: “Continuamos sem justiça e sem apoios”

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A MAAVIM – Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões voltou a criticar a falta de apoios às populações atingidas pelos incêndios de outubro de 2017, acusando o Estado de incumprimento das promessas feitas às famílias, agricultores e empresas afetadas.

Em comunicado enviado à Beira Digital TV, a associação questiona: “Passaram quase 8 anos e como estamos? Continuamos com os mesmos problemas, com a agravante de se terem gasto milhões por muitos dos mesmos atores que em 2017 se esqueceram de nós. Os milhões desapareceram e os territórios continuam por limpar e as medidas por sair do papel.”

A associação critica a ausência de resultados dos programas financiados através do FEDER ou de apoios do Estado, apontando responsabilidades ao poder central e às autarquias: “Não somos nós que temos de fiscalizar isso, mas sim o Estado. As autarquias têm o território sem acessibilidades, sem limpezas, sem bocas de incêndio, enfim num total abandono da população e do território.”

O porta-voz da MAAVIM, Nuno Tavares Pereira, sublinha que ainda hoje existem famílias sem habitação concluída, apesar de contratos estabelecidos com a CCDR-C. Há também casos de casas aprovadas em 2017 que “nunca foram efetuadas” e outras que foram construídas “sem serem primeira habitação”.

No setor agrícola, a associação denuncia apoios que “nunca foram pagos” devido a erros das plataformas do Estado ou a alterações legislativas posteriores às candidaturas. Situação semelhante ocorreu com produtores florestais, parques de madeira e empresas locais: “É nos agricultores e produtores florestais que nunca tiveram nenhum apoio é nas empresas que nunca receberam nada, nem foram apoiadas, tendo algumas até encerrado.”

A MAAVIM recorda ainda que a Comissão Parlamentar de Inquérito criada na Assembleia da República “ignorou os incêndios de 15 de outubro de 2017”, apesar de estes terem registado “a maior área ardida até hoje, mais de 400 mil hectares”.

Quanto aos apoios oficiais, o movimento nota que os programas de habitação e empresas deixaram de reportar a 30 de setembro de 2023 e que os da agricultura “desapareceram e nunca mais foram atualizados”.

“É altura de se repor a verdade e repor alguma justiça. Não somos portugueses de segunda, somos todos iguais e todos devemos ter o mesmo tratamento. Só queremos que cumpram as promessas aos que ainda por cá resistem. Continuamos abandonados.”

O documento termina com uma mensagem de solidariedade às vítimas dos incêndios de 2025 e um apelo à prevenção: “Os incêndios previnem-se no Outono e Inverno. Quem tinha, não tem e quem não tinha, tem. Continuamos sem ter culpados. Nós não somos culpados, somos vítimas.”

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