José Sócrates volta a ficar sem advogado no julgamento da Operação Marquês

José Sócrates está novamente sem advogado, após José Preto ter renunciado à defesa do antigo primeiro-ministro, informou esta terça-feira a CNN Portugal. O advogado solicitou ao tribunal um prazo de 20 dias para que o arguido possa constituir novo mandatário.

Num requerimento enviado ao tribunal, José Preto justifica a decisão com a necessidade de “devolver ao arguido a sua liberdade no restabelecimento dos seus direitos de defesa”, uma vez que José Sócrates está a ser representado desde 6 de janeiro por uma advogada oficiosa. A renúncia surge após um período de internamento hospitalar do causídico, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

José Preto tinha sido contratado no final de novembro de 2025, depois da renúncia de Pedro Delille, advogado que acompanhava José Sócrates desde a sua detenção na Operação Marquês, em 2014. O julgamento esteve suspenso durante quase dois meses e foi retomado a 6 de janeiro de 2026, data em que José Preto não compareceu por motivos de saúde.

Perante a ausência, o tribunal nomeou a advogada oficiosa Ana Velho, que esteve presente na sessão desta manhã, na qual foram ouvidas duas testemunhas. No entanto, José Preto informou agora o tribunal de que o arguido retira eficácia aos atos praticados pela defensora oficiosa, conforme previsto na lei.

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado por 22 crimes, incluindo três de corrupção, num processo que envolve 21 arguidos e 117 crimes económico-financeiros alegadamente praticados entre 2005 e 2014. O julgamento decorre no Tribunal Central Criminal de Lisboa, tendo os arguidos sido dispensados de comparecer presencialmente nas sessões.

Artigos relacionados