@Turismo do Centro de Portugal
A vila espanhola de Fermoselle realizou, no dia 16 de outubro, uma sessão de apresentação das Jornadas “Atravessando a Raia / Cruzando La Raya 2025”, um projeto de cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha, que une as regiões do Centro de Portugal, Centro Porto e Norte e Castela e Leão.
Este evento, que decorre entre os dias 1 de novembro e 8 de dezembro, convida os visitantes a descobrir os sabores, tradições e paisagens dos territórios da Raia, através de menus típicos elaborados por restaurantes dos distritos de Guarda e Bragança, em Portugal, e das províncias de Salamanca e Zamora, em Espanha, acompanhados de vinhos das denominações de origem Beira Interior, Trás-os-Montes, Arribes e Douro.
A cerimónia de apresentação decorreu no Salão Nobre do Ayuntamiento de Fermoselle, com as intervenções de Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, Luís Pedro Martins, presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Gonzalo Santonja, conselheiro de Cultura, Turismo e Desporto da Junta de Castela e Leão, e José Manuel Pilo, presidente do município de Fermoselle.
Esta é a segunda edição das Jornadas, que tiveram o seu arranque em 2024. O programa para 2025 combina gastronomia, cultura e turismo de natureza, valorizando desta forma o património material e imaterial dos territórios raianos.
Um dos destaques das atividades é a Exposição “Transumância e Artesanato”, patente em Aldeadávila de la Ribera (Salamanca), que incluirá exemplos do artesanato tradicional das quatro regiões. Outro momento alto da programação será a iniciativa “Cruzando a Raia, Rotas da Fronteira”, que consiste em passeios transfronteiriços de moto pelos territórios da raia, dos dois lados da fronteira.
Do ponto de vista cultural, destacam-se dois momentos de grande relevância no programa desta edição, um debate sobre a evolução histórica e cultural da raia ibérica, no dia 22 de novembro, em Alcañices, e um concerto com o Quinteto da Orquestra Sinfónica de Castela e Leão, no dia 29 de novembro, na Catedral de Miranda do Douro.
Em nota enviada à Beira Digital TV, Rui Ventura, presidente do Turismo Centro de Portugal, destacou a importância destas jornadas como exemplo de turismo sustentável e cooperativo, que valoriza as comunidades locais e a identidade partilhada entre os dois países. “Atravessar a raia é muito mais do que cruzar uma fronteira. É redescobrir o que temos em comum: as tradições, os produtos, as paisagens e as pessoas. Estas jornadas mostram o melhor do turismo sustentável, aquele que valoriza os produtos locais, reforça a economia das pequenas comunidades e preserva a autenticidade dos territórios”, afirmou o presidente do Turismo Centro de Portugal.
Já o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, salientou o papel estratégico do turismo na valorização dos territórios de baixa densidade e na criação de valor económico e social. “O turismo é hoje a maior indústria do mundo, responsável por 11% do PIB global e 319 milhões de empregos. Mas, mais do que números, o que importa é o impacto que deixamos nas comunidades. Queremos medir o sucesso pelo que criamos: inclusão, sustentabilidade, inovação e participação das pessoas que vivem nestes territórios”, afirmou em nota enviada. O dirigente destacou ainda a importância da cooperação ibérica e da parceria institucional entre as três entidades.
Gonzalo Santonja, conselheiro de Cultura, Turismo e Desporto da Junta de Castela e Leão, defendeu a raia como “um espaço de fraternidade e não de separação”. “As fronteiras são as cicatrizes da história. Sempre que há uma fronteira, houve uma guerra. Mas o mundo da cultura, da língua, do património, da gastronomia e do vinho são vasos comunicantes que passam por debaixo dessas fronteiras. As pessoas comuns, de um e outro lado, não procuram o conflito, procuram o entendimento”, afirmou. “As nossas diferenças enriquecem-nos e as nossas semelhanças unem-nos. A raia é isso mesmo: uma escola de convivência e de partilha”, defendeu. Gonzalo Santonja, terminou o seu discurso com um verso do poeta Rafael Alberti, dedicado ao espírito da raia.
O anfitrião, José Manuel Pilo, presidente do município de Fermoselle, destacou a importância deste lugar enquanto símbolo histórico da ligação entre os dois países. Em nota partilhada com a Beira Digital Tv, realçou “Estamos na morada da Rainha D. Urraca de Portugal, filha de um rei e mãe de outro, que aqui encontrou refúgio e liberdade. Este castelo é o miradouro perfeito para contemplar a raia e compreender que o Douro já não nos separa – une-nos”. “Promover o nosso território é promover a nossa vida. A união faz a força, e esta cooperação é o caminho certo”, concluiu.
Promovidas em parceria pela Junta de Castela e Leão, Turismo Centro de Portugal e Turismo do Porto e Norte, com o apoio dos municípios raianos, estas Jornadas reafirmam a raia ibérica como um destino turístico internacional comum, onde a cultura, a gastronomia e a amizade entre povos não conhecem fronteiras.
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