IPLeiria
Durante quatro dias, o Instituto Politécnico de Leiria, um dos membros do Grupo Consultivo para a Investigação e Desenvolvimento, do Centro Europeu de Cibercrime da Europol (EC3),esteve presente na sede da Europol, nos Países Baixos, para participar em reuniões conjuntas dos quatro grupos consultivos em atividade na Europol (Segurança na Internet, Prestadores de Serviços de Internet, Serviços Financeiros e Investigação e Desenvolvimento) e na Conferência Anual sobre Cibercriminalidade, a maior conferência promovida pela Europol, este ano subordinada ao tema ‘Analisando os desafios dos dados na linha da frente do mundo digital’.
Em janeiro deste ano, o IPLeiria viu aprovada a integração no mais recente Grupo Consultivo para a Investigação e Desenvolvimento, cujo objetivo é estabelecer uma rede de colaboração com parceiros de instituições de ensino superior e de investigação, com o propósito de apoiar os organismos responsáveis pelo combate ao cibercrime no reforço da ciberconsciencialização e na partilha de conhecimento, investigação e inovação no domínio do combate ao cibercrime com o meio académico.
Em nota enviada à Beira Digital Tv, Mário Antunes, professor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria e membro do Grupo Consultivo para a Investigação e Desenvolvimento, em representação do IPLeiria afirma “O balanço destes quatro dias é bastante positivo. Em primeiro lugar, por integrarmos um grupo que está a trabalhar ativamente na mitigação de problemas concretos de cibersegurança na Europa. Enquanto grupo consultivo, vamos procurar apresentar propostas de melhoria e planos de ação, nomeadamente ao nível da sensibilização, e de novas políticas, como por exemplo relacionados com a utilização dos dispositivos e das aplicações. Para a instituição é um privilégio e é muito benéfico estar num grupo tão restrito e tão importante dentro da estrutura da Europol”.
Em segundo lugar, o docente destaca “o networking fomentado não só nas reuniões dos grupos, mas também na conferência, que permite potenciar colaborações futuras”. “Estamos a falar de instituições de diversos domínios, desde organizações não governamentais, prestadores de serviços de Internet, empresas de desenvolvimento de software, centros de investigação e as instituições de ensino superior. Ao estarmos neste palco, temos a oportunidade de estabelecer ligações e contactos que nos permitirão desenvolver novos projetos e parcerias.”
Entre os temas em debate nas reuniões estiveram o impacto da inteligência artificial, as operações de desmantelamento de grupos de malware, as variantes emergentes de ransomware e o fenómeno das proxies residenciais. Foram ainda apresentadas comunicações das equipas operacionais da Europol, com o objetivo de identificar projetos transversais aos vários grupos, sobretudo no contexto da ciberconsciencialização.
“Esta é uma preocupação enorme por parte da Europol, promover a consciencialização sobre os cibercrimes a vários níveis, mas sobretudo junto das camadas mais jovens, assim como uma consciencialização em larga escala. O formato de ações tradicionais de formação e sensibilização já está esgotado, sendo que agora passará muito por apostar em ações mais massificadas, usando mecanismos de gamificação, algo em que já estamos a trabalhar em conjunto”, explica Mário Antunes, em nota partilhada com a Beira Digital Tv.
Durante a Conferência de Cibercriminalidade, onde estiveram presentes cerca de 600 participantes oriundos de vários quadrantes ligados à cibersegurança (polícias, empresas, centros de investigação, academia, prestadores de serviços, entre outros), foram abordados temas como “Acesso aos dados versus privacidade”, “Dados nas operações”, “Legislação baseada em dados”, “Diplomacia cibernética” e “Prevenção do crime cibernético”.
Em nota enviada, o professor do Politécnico de Leiria, salienta “A conferência trouxe à discussão preocupações emergentes ao nível da cibersegurança, porque efetivamente o mundo digital está a ficar muito perigoso e complicado. E todas estas instituições estão a trabalhar no sentido de propor procedimentos, boas práticas, aplicações e estratégias para procurar bloquear algumas destas atividades maliciosas. O que é, naturalmente, um trabalho a longo curso”.
Mário Antunes acrescenta que “De alguma forma, isto também nos dá um sinal de que o Politécnico de Leiria está dentro desta problemática e está na linha da frente, juntamente com um conjunto alargado de instituições ligadas à Europol, para contribuir com os seus conhecimentos e experiências, e trabalhar no sentido de melhorar a cibersegurança na Europa.”
De realçar que o Politécnico de Leiria tem em funcionamento vários cursos na área da cibersegurança, como o curso TeSP em Cibersegurança e Redes Informáticas, e o mestrado em Cibersegurança e Informática Forense.
O IPLeiria mantém ainda protocolos de cooperação com o Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República e com as principais forças de segurança nacionais, como a Polícia Judiciária, com quem celebrou, em 2022, um acordo de colaboração na área das perícias forenses, envolvendo formação, apoio técnico e partilha de recursos tecnológicos.
Neste contexto, destaca-se o Laboratório de Informática Forense (LabCIF), do Politécnico de Leiria, equipado para a realização de perícias forenses de equipamentos informáticos, contribuindo para o desenvolvimento científico e técnico na área da cibersegurança.
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