A taxa de inflação fixou-se em 1,9% em janeiro, confirmando os dados provisórios divulgados anteriormente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O valor representa uma descida de 0,3 pontos percentuais face ao mês anterior.
Os maiores contributos para a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor vieram dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, bem como dos restaurantes e serviços de alojamento.
Em termos mensais, os preços registaram uma queda de 0,7%. Entre as principais subidas destacaram-se serviços de restauração, peixe, lares residenciais, vinhos e rendas de habitação. Pelo contrário, verificaram-se descidas relevantes no vestuário, alojamento turístico, transporte aéreo internacional e calçado feminino, refletindo sobretudo o período de saldos.
A inflação subjacente, que exclui energia e alimentos não transformados, abrandou para 1,8%, abaixo dos 2,1% registados em dezembro. O índice dos produtos energéticos manteve variação negativa, enquanto os alimentos não transformados continuaram a apresentar aumentos expressivos.
O INE assinala ainda que esta divulgação marca o início de uma nova série do indicador, com base em 2025, incluindo atualizações da amostra e das ponderações.