O INEM esclarece que a ocorrência registada no Seixal, no dia de ontem, e que resultou na morte de um utente, está a ser alvo de um processo interno de auditoria, com o objetivo de apurar, de forma rigorosa, todas as circunstâncias associadas à resposta prestada.
A chamada para o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) foi recebida às 11h23, tendo sido concluída a triagem clínica e iniciada a primeira tentativa de ativação de meios às 11h38, cerca de 15 minutos depois. A situação foi classificada como prioridade urgente (P3), correspondendo ao mesmo nível de prioridade que teria sido atribuído antes da entrada em vigor do novo sistema de triagem.
O INEM sublinha que o sistema de triagem atualmente em vigor não influenciou a classificação da ocorrência, uma vez que os fluxogramas, discriminadores e critérios clínicos utilizados são exatamente os mesmos, aplicados pelos mesmos profissionais. A única alteração introduzida foi a definição de tempos-alvo de resposta, que, para situações urgentes, é de até 60 minutos, tendo o INEM iniciado a tentativa de acionamento de meios 15 minutos após a receção da chamada, ou seja, muito antes do limite máximo definido.
A dificuldade verificada na resposta esteve relacionada com a indisponibilidade de ambulâncias na Margem Sul, resultante da retenção prolongada de viaturas e macas em unidades de saúde, apesar das várias tentativas de ativação de meios naquela região.
O INEM lamenta profundamente esta ocorrência e endereça as suas condolências à família, reiterando o compromisso com a melhoria contínua do sistema de emergência médica, a transparência na análise dos processos e a articulação permanente com todas as entidades do Serviço Nacional de Saúde, de forma a garantir a disponibilidade efetiva dos meios e a segurança da resposta prestada aos cidadãos.