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Saúde

Incidência de infeções respiratórias graves mantém-se estável na semana do Natal

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A taxa de incidência de infeções respiratórias agudas graves (SARI) apresentou uma tendência estável na semana de 22 a 28 de dezembro, segundo o boletim de vigilância epidemiológica da gripe e outros vírus respiratórios do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Apesar da estabilidade registada, a incidência mantém-se mais elevada nos grupos etários dos zero aos quatro anos e nas pessoas com 65 ou mais anos. No período em análise, foram admitidos 27 casos de infeção respiratória aguda grave na Unidade Local de Saúde que reportou dados para a vigilância SARI, correspondendo a uma taxa de incidência de 7,9 casos por 100 mil habitantes.

No mesmo intervalo temporal, foram reportados 16 casos de gripe pelas 13 Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) que enviaram informação ao sistema de vigilância. Em termos laboratoriais, foi identificado o vírus influenza A(H3) num caso e influenza A não subtipado nos restantes 15.

De acordo com o relatório, a proporção de casos de gripe em unidades de cuidados intensivos foi de 14,8%, registando um aumento face à semana anterior, em que se situava nos 7,5%.

Relativamente à caracterização dos doentes internados em UCI, sete tinham 65 ou mais anos, cinco situavam-se no grupo etário dos 55 aos 64 anos, três tinham entre 45 e 54 anos e um pertencia ao grupo etário dos 18 aos 24 anos. Do total de casos, 16 apresentavam doença crónica subjacente e todos tinham recomendação para vacinação contra a gripe sazonal, sendo que 13 não estavam vacinados.

Na época gripal 2025/2026, iniciada na semana 40 de 2025, entre 29 de setembro e 5 de outubro, os laboratórios da Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios notificaram 51.993 casos de infeção respiratória, dos quais 9.620 foram confirmados como gripe.

Desde o início da época, foram ainda identificados outros agentes respiratórios em 3.893 casos. Só na semana em análise, foram detetados outros vírus em 360 casos, destacando-se o Vírus Sincicial Respiratório (RSV) e os rinovírus/enterovírus como os mais frequentes.

O boletim do INSA refere igualmente que a mortalidade por todas as causas esteve acima do esperado em Portugal na semana do Natal. Foram identificados excessos de mortalidade nas regiões Norte, Centro, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, sobretudo nos grupos etários acima dos 65 anos.

No que respeita ao RSV, desde a semana 40 de 2024 foram reportados 67 internamentos por infeção em crianças com menos de 24 meses. Entre os casos registados, 16,4% tinham até três meses de idade, 16,7% eram prematuros e 6% necessitaram de cuidados intensivos ou de ventilação.

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