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Cultura

Idanha-a-Nova preserva património através de curso ibérico

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O Município de Idanha-a-Nova acolheu o “X Curso Livre Ibérico sobre Religiosidade Popular”, um evento que, sob o tema “Mudanças e Continuidades no Séc. XXI”, marcou uma década de reflexão científica sobre as tradições que definem a identidade raiana. No Fórum Cultural, investigadores e especialistas estiveram reunidos, nos dias 27 e 28 de março de 2026, para debater o papel da fé e da cultura na coesão dos territórios.

Na sessão de abertura, a Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, reforçou o compromisso inequívoco do concelho com a valorização das suas raízes. “Falar da Páscoa em Idanha-a-Nova é falar de um território que vive intensamente cada expressão de religiosidade. Aqui, cada gesto e cada procissão é uma herança viva que continua a fazer sentido no presente porque é alimentada pela alma e pelo coração da nossa gente”, declarou a autarca na cerimónia.

Elza Gonçalves sublinhou que a estratégia municipal passa por transformar a tradição num motor de futuro, destacando que “o nosso maior património não é apenas aquilo que herdámos. É quem somos. É a nossa gente que mantém vivas tradições que poderiam ter-se perdido, mas que aqui ganham força e emoção. Idanha-a-Nova continuará a proteger e a promover este legado, afirmando-se como um território onde a cultura, a fé e a identidade caminham lado a lado”. A Presidente da Câmara lembrou ainda que a integração de Idanha-a-Nova na Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa é um selo de
qualidade que potencia o turismo sustentável e a investigação científica a nível internacional.

O programa desta décima edição iniciou-se com a contextualização histórica e antropológica de António Silveira Catana, coordenador do projeto “Mistérios da Páscoa”, e de Mário Correia, cujas intervenções sobre as expressões de fé são pontuadas pela mística do Grupo de Encomendação das Almas de Idanha-a-Nova.

A vertente científica estendeu-se à escala ibero-americana com a conferência de Ángel Espina Barrio, que analisou as celebrações alternativas da Paixão, e explorou a simbologia profunda do “Pão de Deus” e dos “Caminhos da Paixão”. Para lá das conferências, o curso apostou na imersão direta no “Território dos Rituais” através de uma saída de campo na noite de sexta-feira, permitindo aos participantes o contacto direto com práticas ancestrais em ambiente real. O encerramento solene aconteceu com o XVII Encontro de Cantares Quaresmais e Pascais, um momento onde a música tradicional se assumiu como a derradeira guardiã da memória coletiva da região.

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