O Município de Góis apresentou publicamente esta manhã, no Foyer da Casa da Cultura, o projeto “Aproximar”. Trata-se de uma iniciativa municipal que visa dar resposta a um dos maiores desafios sociais do concelho: o envelhecimento acentuado da população e o isolamento social, sobretudo nas zonas mais remotas.
O presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, abriu a sessão com palavras de reconhecimento e preocupação, sublinhando que “o concelho de Góis tem mais de 1.400 pessoas com mais de 65 anos” e que este projeto surge para responder a uma “franja da população que é, provavelmente, a mais significativa em número e a mais vulnerável”.
“O nome ‘Aproximar’ não podia ser mais feliz. Queremos estar mais próximos das pessoas, sobretudo daquelas que vivem em aldeias isoladas, com pouca gente, onde envelhecer sozinho é, muitas vezes, uma realidade”, destacou Rui Sampaio. O autarca reforçou que o projeto representa um compromisso do executivo municipal com políticas de proximidade e inclusão.
Na fase inicial, as localidades abrangidas são Malhada e Carvalhal do Sapo, da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, selecionadas com base em critérios como o isolamento geográfico, o envelhecimento demográfico e a ausência de atividade social ou cultural regular. A seleção foi feita com base nos dados recolhidos através do projeto “Radar Social”, também em curso no concelho.
A técnica Célia Simões, responsável pela apresentação detalhada do projeto, referiu que “Portugal é um dos países mais envelhecidos da União Europeia e o concelho de Góis apresenta números ainda mais expressivos: em 2023, o índice de envelhecimento era de 477 idosos por cada 100 jovens”.
O projeto divide-se em quatro fases: diagnóstico, planeamento, implementação e avaliação contínua. “Nesta edição piloto, teremos cerca de 25 sessões em seis meses, com uma abordagem descentralizada e de proximidade, através de encontros semanais com grupos reduzidos de participantes”, explicou Célia Simões.
As sessões serão realizadas nas sedes das Comissões de Melhoramentos das localidades abrangidas, espaços reconhecidos como pontos de encontro comunitário. As atividades estão organizadas em dois eixos principais: o Ser Mais, dedicado ao convívio e bem-estar; e o Saber Mais, com sessões informativas sobre temas como saúde, segurança e cidadania.
Questionada sobre o financiamento, a equipa técnica esclareceu que, embora o projeto “Radar Social” seja financiado pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), o “Aproximar” é uma iniciativa municipal, com recursos próprios, ainda que se preveja, no futuro, a candidatura a fundos para reforço logístico e aquisição de uma viatura dedicada às deslocações da equipa.
O presidente Rui Sampaio terminou sublinhando o caráter colaborativo da iniciativa: “Este projeto só é possível com o envolvimento das forças vivas do concelho – IPSS, GNR, bombeiros, juntas de freguesia, centro de saúde – e com o empenho de todos os técnicos municipais. É um dever coletivo garantir que ninguém envelhece em solidão.”
A sessão terminou com um momento de perguntas e respostas, reafirmando a intenção de alargar o projeto a todo o concelho, à medida que os diagnósticos forem concluídos.
“Juntos vamos aproximar” foi a mensagem deixada pela equipa, reforçando o propósito de construir um território mais inclusivo, participativo e atento à sua população mais envelhecida.
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