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Góis distingue quatro empresas locais entre as 500 maiores da construção civil do distrito de Coimbra

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O Município de Góis prestou esta tarde homenagem a quatro empresas do concelho que integram o Ranking das 500 Maiores Empresas de Construção Civil e Obras Públicas do Distrito de Coimbra, com base nos resultados líquidos de 2023, divulgados pela Iberinform.

A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e foi seguida de uma visita ao Pólo Industrial de Góis. As empresas distinguidas foram: Celso Ventura – Construções Lda., FAPIE, Caixilharias Lda., António José & Filhos, Lda. e Carlos Jorge Carneiro Manuel, Unipessoal Lda.

À Beira Digital TV, o presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, disse que esta distinção representa “um sinal de reconhecimento e de incentivo também ao trabalho que desenvolvem num concelho com dificuldades, num concelho em que o tecido empresarial não é muito extenso”. O autarca destacou ainda a “resiliência, resistência e capacidade empreendedora” destas empresas, algumas com mais de 40 anos de atividade.

A autarquia tem vindo a assinalar anualmente este ranking, mas este ano optou por uma homenagem mais simbólica, com a entrega de uma peça comemorativa. “Criámos uma peça que perpetua este momento e permite que os empresários sintam este reconhecimento”, afirmou Rui Sampaio, sublinhando que o apoio às empresas vai além do gesto simbólico, referindo a parceria com a Associação Empresarial da Serra da Lousã como exemplo de apoio contínuo à formação e capacitação empresarial no concelho.

O presidente destacou ainda a importância destas empresas para o desenvolvimento económico local e fixação da população jovem: “Hoje já passámos por uma empresa onde vimos um conjunto de jovens a trabalhar, e é muito importante que estas empresas continuem, que se mantenham e que contribuam para o progresso do nosso concelho.”

Apesar do reconhecimento, Rui Sampaio sublinhou os desafios estruturais que o concelho enfrenta, nomeadamente ao nível das acessibilidades e da necessidade de uma área de acolhimento empresarial adequada. “A luta pelas acessibilidades ao concelho de Góis é uma luta que temos desde o início do nosso mandato. Já foram sinalizadas intervenções noutros pontos da região, mas mais uma vez Góis ficou de fora”, lamentou o autarca.

Ainda assim, o município já tem espaços identificados para acolher novas empresas, caso se concretizem projetos de investimento. “Há um espaço já definido fora da vila, e outras áreas estão identificadas, mas carecem de intervenção para estarem em condições de receber novas empresas.”

Rui Sampaio concluiu com uma nota de esperança, sublinhando que, apesar das dificuldades, o município vai continuar a trabalhar para criar condições para atrair e fixar empresas. “É uma luta difícil, mas tem de ser constante e persistente para podemos colher bons frutos”.

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