Góis volta a ser palco, no próximo dia 25 de janeiro, de uma das provas mais emblemáticas do todo-o-terreno nacional, com a realização da 21.ª edição do Enduro de Góis, que marca novamente o arranque do Campeonato Nacional de Enduro.
Em declarações à Beira Digital TV, o presidente do Góis Moto Clube, Nuno Bandeira, sublinhou a importância simbólica e desportiva da prova para o clube e para o concelho. “O Enduro já é histórico, é a vigésima primeira vez que vamos ter a prova. Este ano tem também um simbolismo especial, porque normalmente quem era o diretor da prova era o nosso amigo José Alvoeiro, que partiu no ano passado, e iremos dedicar a realização desta prova ao José Alvoeiro”, afirmou.
Segundo o dirigente, o Enduro de Góis continua a afirmar-se como uma das provas mais procuradas do calendário nacional. “Normalmente somos a prova com mais pilotos inscritos. Até ao momento estarão cerca de 100, mas esperamos fechar na ordem dos 150 pilotos”, referiu, acrescentando que as inscrições ainda se encontram abertas até ao dia 22.
Do ponto de vista técnico, o diretor de prova, Pedro Duarte, explicou que o percurso foi pensado para ser acessível e apelativo a todos os níveis de competição. “O percurso tem cerca de 35 quilómetros e consiste em três especiais. Este ano temos duas especiais novas, num sítio diferente”, destacou.
A prova integra várias categorias, abrangendo desde os pilotos mais experientes até aos amadores. “Temos elite, open, verdes, promoção, veteranos, super veteranos e a hobby. Este ano temos também uma classe nova, as elétricas. A classe hobby permite que pilotos locais e não locais se possam inscrever, inclusive no próprio dia”, explicou Pedro Duarte.
Quanto ao grau de dificuldade, o responsável foi claro: “A dificuldade é baixa e existem alternativas ao longo do percurso para cada classe, por isso podem todos vir, não há problema.”
A organização garante ainda que todas as condições de segurança estão asseguradas. “Temos toda a segurança necessária, com polícia, bombeiros e apoio médico, tudo alinhado para que a prova decorra pelo melhor”, garantiu o diretor de prova.
A dimensão do evento reflete-se também no número de pessoas envolvidas. “Para esta prova temos cerca de 300 voluntários espalhados pelo percurso e pelas especiais”, revelou Nuno Bandeira, destacando ainda as características únicas do território:
“Góis tem a particularidade do percurso ser sempre ao longo da rioceira, com paisagens fantásticas, atravessando várias aldeias do concelho.”
O balanço das últimas edições é claramente positivo. “Há três edições batemos o recorde de inscritos de que há registo. Góis é procurado pelos pilotos pela forma como sabemos acolher, pelo terreno maravilhoso e pelo apoio da Federação de Motociclismo e do Município de Góis”, salientou o presidente do clube.
Quanto às memórias que gostariam que os participantes levassem consigo, Nuno Bandeira foi claro: “Gostávamos que levassem o prazer de conduzir nos nossos terrenos, com trilhos novos e de excelência, e duas especiais completamente novas num sítio maravilhoso.”
Pedro Duarte resumiu o objetivo de forma simples: “Espero que toda a gente se divirta.”
Relativamente a eventuais constrangimentos para a população, a organização garante que não haverá perturbações significativas. “Não há constrangimentos, porque os pilotos têm de cumprir as regras de trânsito. Temos a GNR devidamente posicionada para evitar qualquer complicação”, assegurou Nuno Bandeira.
Com todas as condições reunidas, o Enduro de Góis promete, uma vez mais, afirmar-se como uma das grandes referências do enduro nacional.