A Guarda Nacional Republicana (GNR) anunciou o reforço das ações de prevenção e combate aos incêndios rurais, na sequência do agravamento do risco em várias zonas do país, motivado pelas condições meteorológicas adversas.
Em comunicado, a força de segurança alerta para a necessidade de redobrar a atenção e apela à adoção de comportamentos preventivos por parte da população. Para o efeito, tem intensificado o patrulhamento de visibilidade e a vigilância em áreas florestais e agrícolas de risco elevado, muito elevado e máximo.
Estas ações são desenvolvidas pelas diferentes valências da GNR — Proteção da Natureza e do Ambiente, Proteção e Socorro, Territorial e Investigação Criminal — com o objetivo de dissuadir comportamentos negligentes e detetar precocemente situações suspeitas.
A GNR reforça o apelo ao sentido de responsabilidade dos cidadãos, sublinhando a importância de evitar práticas que possam originar incêndios, tais como: fumar, fazer lume ou fogueiras; realizar queimas ou queimadas; lançar foguetes ou balões de mecha acesa; fumigar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas; ou circular com tratores e máquinas sem extintor ou equipamentos de retenção de faíscas.
De forma preventiva, recomenda ainda que a população acompanhe os avisos meteorológicos, comunique de imediato situações de fumo ou fogo através do 112 e evite deslocações desnecessárias a zonas florestais em dias de maior risco.
No âmbito da Campanha Floresta Segura 2025, iniciada a 16 de fevereiro, a GNR tem desenvolvido ações de sensibilização, fiscalização, vigilância e investigação, de forma a prevenir, detetar e combater incêndios, bem como reprimir atividades ilícitas.
Até 14 de setembro, foram registados 7 280 incêndios florestais. Das investigações realizadas, verificou-se que 26% tiveram causas indeterminadas, 26% resultaram de incendiarismo, 24,6% do uso do fogo, 13,6% de origem acidental, 8% por reacendimento, 1,2% por causas naturais e 0,6% por causas estruturais.
Relativamente à fiscalização, foram elaborados 2 671 autos de contraordenação (2 239 por falta de gestão de combustível, 398 por uso indevido do fogo e 34 por condicionamento de acessos). No mesmo período, registaram-se 52 detenções em flagrante delito pelo crime de incêndio florestal e foram identificados 651 suspeitos.
Até à mesma data, a GNR realizou 45 238 patrulhas e 5 463 ações de sensibilização, abrangendo mais de 101 mil pessoas.
A força de segurança sublinha que a proteção da floresta e das populações é uma responsabilidade coletiva, reforçando que a prevenção individual é essencial para evitar tragédias e preservar o património natural.
Para denúncias ou esclarecimentos relacionados com questões ambientais, a GNR recorda ainda a disponibilidade permanente da Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).
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