O Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da tempestade Kristin, criado pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, já angariou mais de 600 mil euros em donativos, revelou hoje a instituição.
Até às 14h30, o montante total reunido ascendia a 629.245,81 euros, resultado de contribuições efetuadas por diferentes meios, como MB Way, transferência bancária e donativo ‘online’. Segundo o diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, Nelson Costa, os donativos variam entre um euro e cinco mil euros.
Nas redes sociais, a instituição agradeceu o apoio recebido, sublinhando que a solidariedade da população tem sido determinante para responder às necessidades das comunidades afetadas.
O fundo foi criado na sexta-feira à tarde, após uma reunião da Cáritas com a Proteção Civil e o Município de Leiria, e em articulação com o bispo diocesano, José Ornelas.
No terreno, equipas técnicas da Cáritas de Lisboa estão, em conjunto com a Cáritas de Leiria-Fátima, a acompanhar as populações atingidas, estando previsto para terça-feira o reforço com técnicos da Cáritas de Viseu. A instituição garante que todos os elementos envolvidos estarão devidamente identificados.
Entre os bens considerados prioritários nesta fase estão enlatados e azeite, papel higiénico, toalhitas de limpeza doméstica, pasta de dentes e escovas de dentes.
A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima anunciou ainda que, nos próximos dias, será divulgado o regulamento do fundo e a empresa responsável pela auditoria, de forma a reforçar o compromisso com a transparência na gestão dos donativos.
Na sexta-feira, a instituição já tinha comunicado o reforço do apoio às comunidades afetadas, alertando para a persistência de falhas no fornecimento de eletricidade, água e comunicações em vários locais da região, situação que continua a afetar numerosas famílias e instituições. A própria Cáritas registou danos nas suas instalações.
Desde a semana passada, morreram nove pessoas em consequência do mau tempo. A Proteção Civil contabiliza cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin, a que se juntou uma vítima mortal na Marinha Grande e outros três óbitos relacionados com quedas de telhados durante reparações e com uma intoxicação provocada por um gerador.
Entre os principais impactos do temporal contam-se a destruição parcial ou total de habitações, empresas e equipamentos, quedas de árvores e estruturas, cortes e condicionamentos de estradas e serviços de transporte, nomeadamente ferroviários, encerramento de escolas e interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos mais afetados.
O Governo decretou situação de calamidade para 69 concelhos até ao próximo domingo e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode atingir os 2,5 mil milhões de euros.
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