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Forno do Sobreirinho vai cozer cal, cinquenta anos depois

Da Pedra à Cal @Beira Digital TV

O Forno do Sobreirinho cozeu cal pela última vez há cerca de cinco décadas. Em 2024, no âmbito do projeto “Da Pedra à Cal”, este forno, situado na aldeia de Alveite Grande, em Vila Nova de Poiares, vai voltar a funcionar já nos próximo dias 11 e 12. Apesar deste interregno, o forno está em perfeitas condições.

A iniciativa divide-se em dois momentos. O primeiro decorreu esta sexta-feira e sábado e consistiu no processo de enfornamento, que de acordo com o Mestre Lino Oliveira “é das coisas que mais trabalho dá”.

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Em entrevista à Beira Digital, o especialista explica que “a pedra não é atirada lá para dentro e fica de qualquer maneira. A pedra tem que ser posta especificamente para o fogo trabalhar e cozer a pedra”, o objetivo é “fazer a abóboda dentro do forno”.

A iniciativa atraiu o investigador Fernando Ricardo Silva, que saiu de Viana do Castelo para ver de perto os trabalhos de enfornamento e aprender mais sobre esta arte com o Mestre Lino. O também arqueólogo admite já conhecer o forno, que “não é muito vulgar”.

“São fornos que têm uma grelha interior e um orifício por baixo dessa grelha por onde depois é retirada a cinza. Tem outra característica, que só praticamente surge nesta zona, que é a existência da cúpula. É um tipo de forno que não é muito vulgar, daí também o interesse de percebermos bem o seu funcionamento”, explica.

A cozedura está agendada para os dias 11 e 12 de outubro, caso as condições climatéricas o permitam, porque “são cerca de 30 a 35 horas de trabalho contínuo, noite e dia”, segundo Lino Oliveira.

“Não se pode deixar de meter lenha no forno, tem que se manter a consistência da chama, para que a pedra não estale e todo o trabalho vá por água abaixo. Por isso, tem que haver alguém com responsabilidade que mantenha as mesmas chamas dentro do forno”. 

Da cozedura, saí a cal que se apresenta de diferentes cores, consoante a pedra utilizada. Segundo Fernando Ricardo Silva, o Forno do Sobreirinho utiliza uma pedra calcária, “uma rocha sedimentar, que tem mais ou menos impurezas, e dá uma cal mais escura”.

A cal que vai ser produzida neste forno é parda, por causa da pedra utilizada. É um tipo de cal utilizada no Convento de Santa Clara e no Convento de Lorvão, como conta Lino Oliveira.

A iniciativa surgiu no âmbito de outra atividade, como esclarece o presidente da Junta de Freguesia de São Miguel de Poiares.

“Foi feita uma candidatura de renovação de aldeias em Alveite Grande, que abrange a recuperação da fonte de Alveite e os trilhos que levam às antigas pedreiras, de onde era extraída a pedra”. Contudo, “o forno da Cal do Sobreirinho não tem a ver propriamente com esta candidatura. Não há qualquer financiamento para esta atividade”, destaca João Féteira. 

A iniciativa, que resulta de uma parceria conjunta entre a Junta da Freguesia de São Miguel e a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, é possível porque conta com “uma série de pessoas que se voluntariaram e que se voluntariam para que tudo isto que vai acontecer hoje e amanhã e no dia 11 e 12”.

Além do momento da cozedura, está agendado para o dia 11 pelas 21h00, a exibição de um filme acerca processo de cozedura da cal. No sábado, dia 12, o programa contempla diversas atividades, as conferências ‘Testemunhos da Pedra e da Cal’ e ‘Cal Viva, Cal Apagada’, animação musical com o Grupo das Quintas e a passagem um filme sobre aplicações da cal, tudo com entrada livre.

Para os mais pequenos, está programada para o dia 12 uma ‘Caça ao Tesouro – Artes e Ofícios’, sendo esta a única atividade sujeita a entrada paga.

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