O físico português Nuno Loureiro, de 47 anos, foi morto a tiro na noite de segunda-feira, 15 de dezembro, em frente à sua casa em Brookline, nos subúrbios de Boston, nos Estados Unidos. O investigador foi atingido por quatro disparos e acabou por morrer no hospital na manhã seguinte.
Segundo a imprensa norte-americana, as autoridades foram chamadas ao local cerca das 20h30 locais. Vizinhos relataram ter ouvido vários disparos, mas até ao momento não há suspeitos detidos nem informações sobre a motivação do crime.
Nuno Loureiro era natural de Viseu, casado e pai de três filhas. A sua morte gerou forte comoção junto da comunidade portuguesa de Boston e no meio académico internacional.
Licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico (IST) e doutorado em Física pelo Imperial College London, Nuno Loureiro destacou-se na investigação em física teórica e fusão nuclear. Foi investigador do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, onde liderou o grupo de Teoria e Modelização.
Em 2016 mudou-se para os Estados Unidos e, em 2024, assumiu a direção de um laboratório no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde também lecionava e desenvolvia investigação na área da fusão nuclear.
Ao longo da carreira recebeu vários prémios de relevo, incluindo o Prémio Carreira da Fundação Nacional de Ciência dos EUA, em 2017, e o Prémio Presidencial de Início de Carreira para Cientistas e Engenheiros, atribuído em 2025.
O IST, o MIT e o Presidente da República manifestaram profundo pesar pela morte do investigador, destacando o seu rigor científico, espírito colaborativo e contributo excecional para a ciência, considerando a sua morte uma perda irreparável para a comunidade académica.