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Estudantes de Audiologia da ESTeSC-IPC vão ter bolsas pagas pela APORMED

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Os estudantes que ingressarem na licenciatura em Audiologia da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) no próximo ano letivo vão poder beneficiar de uma bolsa de estudo de dois mil euros, financiada pela Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED). O apoio – que resulta de um protocolo, assinado hoje, entre a ESTeSC-IPC e a APORMED – pretende garantir, no futuro, a existência de profissionais de Audiologia qualificados a exercer em Portugal.

O Programa de Apoio à Formação em Audiologia – que será divulgado, um pouco por todo o país, nos cerca de 350 centros auditivos existentes em Portugal – vai apoiar financeiramente os melhores alunos a escolherem a ESTeSC-IPC e a licenciatura em Audiologia para estudar, a partir do próximo ano letivo. Para concorrer à bolsa, os estudantes têm apenas de preencher o formulário que ficará, em breve, disponível no site da ESTeSC-IPC (www.estesc.ipc.pt), antes ou aquando da candidatura ao ensino superior através do Concurso Nacional de Acesso.

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Metade do valor da bolsa será entregue quando os estudantes se matricularem no 2º ano de licenciatura e a outra metade será paga após a conclusão do curso. “Queremos garantir que os alunos entram, fazem o curso e ficam disponíveis para o mercado de trabalho, que – segundo os dados que nos foram transmitidos – tem necessidade de 50 novos audiologistas por ano”, justifica o Presidente da ESTeSC-IPC, Graciano Paulo.

Graciano Paulo considera o acordo com a APORMED “um dos mais importantes protocolos assinados na ESTeSC-IPC”, pelo impacto que terá na procura pelo curso de Audiologia e na qualidade de cuidados de saúde prestados à população. “É para nós extremamente importante esta ligação entre academia e indústria”, assume.

A presidente da direção da APORMED, Antonieta Lucas, acredita que este protocolo vai permitir que haja “mais audiologistas em Portugal, e mais pessoas a ouvirem melhor”. “O país tem uma população envelhecida, que não está informada e que, muitas vezes, não tem acesso a dispositivos médicos auditivos”, descreve. Lembrando que uma pessoa com limitação auditiva “não consegue fazer uma vida saudável”, Antonieta Lucas afirma que “são precisos audiologistas” para garantir um envelhecimento saudável em Portugal. “Julgo que esta área não tem maior número de candidatos por desconhecimento da profissão”, conclui.

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