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Está em curso um investimento de 14 milhões de euros pelos SMAS de Viseu para incrementar a qualidade de vida e a coesão territorial do território

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“Estamos aqui hoje, em mais uma consignação, neste caso de duas empreitadas: o prolongamento da rede de água e saneamento da zona sul do concelho e a implementação de uma solução de arejamento de alta eficiência para a ETAR Viseu Sul. Estas duas obras representam aquilo que é o ADN do SMAS”, começou por explicar o Diretor-Delegado dos SMAS de Viseu, José Carlos Almeida, no ato público de consignação destas duas obras, cujo investimento ascende a meio milhão de euros.

A intervenção hoje lançada no terreno, do prolongamento, abrange 11 Freguesias do concelho – Ranhados, Repeses e São Salvador, Orgens, Coutos de Viseu, São Cipriano e Vil de Souto, Fail e Vila Chã de Sá, São João de Lourosa, Silgueiros, Fragosela, Santos-Êvos e a União de Freguesias de Boa Aldeia, Farminhão e Torredeita – e irá dotar o território de infraestruturas adequadas para a ligação de ramais de água e saneamento.

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“Nós temos uma missão, que é servir os nossos munícipes, e se há grupo que se pode orgulhar de a cumprir com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU somos nós, porque, enquanto instituição, temos sempre em conta a base dos três pilares de sustentabilidade: social, ambiental e ecológico”, avançou o Diretor Delegado. “Com esta empreitada, iremos proporcionar novas condutas e serviços, melhorando a nossa rede e servindo mais pessoas”.

No caso da ETAR Viseu Sul, será integrado na automação do reator biológico uma nova solução de arejamento – um soprador. Este equipamento substitui dois sopradores existentes, mas com consumos energéticos e custos de manutenção elevados.

Com esta nova solução, que recorre a uma tecnologia de levitação magnética, é eliminado o contacto entre peças móveis, reduzindo o atrito e, consequentemente, o esforço e o desgaste, permitindo uma poupança energética anual estimada de 46 mil euros.

Esta intervenção permitirá, ainda, cumprir com o objetivo assumido da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), de reduzir, em 8 anos, o consumo energético da ETAR Viseu Sul em 8%, através do Acordo de Racionalização dos Consumos de Energia (ARCE).

No contexto destes atos de consignação, o Presidente da Câmara Municipal, também ele Presidente do Conselho de Administração dos SMAS de Viseu, João Azevedo, sublinhou o investimento na zona sul do Concelho, em várias Freguesias, e a importância de alcançarmos a eficiência do sistema.  “Como é que nós conseguimos ter mais eficiência? Com mais qualidade, melhores serviços e modernização, para que um dia possamos conseguir ter o melhor dos melhores e fazer um equilíbrio entre o consumo e a taxação, que é o modelo quase perfeito, ou seja, as pessoas pagarem aquilo que é um serviço de excelência. Nós já temos um serviço muito bom, mas estamos a melhorar”.

Nesta ocasião, João Azevedo aludiu ao grande investimento, de 14 milhões de euros, que está em curso pelos SMAS de Viseu, nomeadamente em empreitadas em curso ou já consignadas, adjudicadas que aguardam consignação e com concursos a decorrer. “Certamente é um dos maiores investimentos que tivemos até hoje, tirando os investimentos próprios que aconteceram, da ETAR e outros grandes [investimentos] que foram feitos”.

O Presidente da Câmara referiu ainda o papel fulcral e próximo que os Presidentes de Junta têm desempenhado na luta pela melhoria das condições de vida da população. “Os Presidentes de Junta que aqui estão, e todos eles, quando nós vamos ao terreno ou falamos com eles, aqui ou onde for, estão sempre preocupados com as infraestruturas básicas. É sinal que temos Presidentes de Junta de grande qualidade, porque se preocupam com a vida das pessoas”.

Ainda no domínio das infraestruturas, o autarca viseense abordou a ETA de Fagilde, mencionando o trabalho que está a ser feito na parte eletromecânica do equipamento, em prol de uma maior eficiência e resiliência, para evitar perdas desnecessárias de água. “No período homólogo de 2025, nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril, estamos a falar de um aumento de consumo de 10% de água. Não é a questão da falta de água, é uma questão da falta de resiliência dos serviços eletromecânicos. Este é um problema que se arrasta há anos e que, em conjunto, enquanto região, estamos a tentar resolver”.

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