Estudantes de mestrado, bombeiros e profissionais de saúde participam, amanhã, dia 27 de março, entre as 10h30 e 13h00, em Cantanhede (instalações dos Bombeiros Voluntários), no simulacro de um teatro de operações de desencarceramento.
Esta atividade formativa, organizada pela Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC), em parceria com os Bombeiros Voluntários de Cantanhede e a Unidade Local de Saúde (ULS) do Baixo Mondego, funcionará como momento de treino, para os profissionais envolvidos, e como momento de aprendizagem para os estudantes do curso de mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Pessoa em Situação Crítica.
Em avaliação estará a correta e eficaz prática das técnicas utilizadas pelas equipas de socorro para libertar vítimas encarceradas, geralmente na sequência de acidentes rodoviários, estabilizando-as. Rui Baptista, regente da unidade curricular “Pessoa em Situação Crítica II” daquele mestrado oferecido pela ESEUC, considera esta atividade «fundamental, porque permite treinar um cenário próximo da realidade, onde o sucesso depende da articulação entre as equipas, na avaliação, na segurança/estabilização e na abordagem clínica a realizar no teatro de operações».
Por outro lado, para o docente, «a presença de “vítimas”», papel desempenhado pelos estudantes, «aumenta o realismo, obrigando as equipas a comunicar de forma clara e tranquilizadora, a dar instruções adequadas e a proteger a “vítima” de riscos associados às intervenções e ao ambiente, reduzindo a probabilidade de lesões secundárias».
«Um simulacro interprofissional de desencarceramento permite o desenvolvimento de competências técnicas e não técnicas, com melhoria nos tempos de resposta, na tomada de decisão, nas comunicações, liderança e na logística de meios e materiais necessários nestes contextos de elevada instabilidade», conclui Rui Baptista que, com os colegas Verónica Coutinho, Pedro Ribeiro e Joana Teixeira, leciona a unidade curricular.
Na perspetiva da ULS do Baixo Mondego, «este tipo de iniciativas assume particular relevância ao reforçar a articulação entre a formação académica e a prática clínica». «Estaremos sempre disponíveis para nos associarmos a iniciativas desta natureza, que contribuem para o desenvolvimento de respostas cada vez mais qualificadas, eficazes e integradas, sobretudo em contextos de emergência», afirma Ana Raquel Santos, presidente do respetivo Conselho de Administração.
Também o presidente dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, Adérito Ferreira Machado, valoriza, no contexto do trabalho de «solidariedade», a importância do «conhecimento adquirido» e a vontade de o «partilhar», na perspetiva de «salvar» mais vidas.
O mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Pessoa em Situação Crítica, ministrado na ESEUC, tem, entre outros objetivos, os de «capacitar para o cuidado da pessoa, família e cuidador a vivenciar processos complexos de doença crítica e/ou falência orgânica, de forma responsável, ética, legal e com respeito pelos direitos humanos», assim como dar resposta em situações consideradas de «emergência, exceção e catástrofe».
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