FOTO | ESAC/IPC
A Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) registou duas novas variedades de sementes desenvolvidas pela instituição: o Feijão ‘Agrária de Coimbra 201’ e o Pimento ‘Agrária de Coimbra 301’, destinadas sobretudo à agricultura biológica e à produção local.
O feijão ‘Agrária de Coimbra 201’ é uma variedade de crescimento indeterminado, criada em modo de produção biológica. Resulta de um cruzamento realizado em 2021 entre duas variedades tradicionais, ‘Patalar’ e ‘Manteiga’, recolhidas na zona de Condeixa-a-Nova. A população foi submetida ao Catálogo Nacional de Variedades – Espécies agrícolas e hortícolas em 2024 e obteve aprovação em 2025.
Trata-se de uma variedade de porte trepador, com cinco a seis sementes por vagem, de forma oval-cuboide e coloração creme-claro a acastanhado-claro. Está adaptada à agricultura biológica e a sistemas agrícolas diversificados, como policulturas, consociações e rotações de culturas. Pode ser utilizada tanto para a produção de vagens como de sementes e tem potencial de uso na gastronomia regional, integrando-se na dieta mediterrânica.
O pimento ‘Agrária de Coimbra 301’ corresponde a uma população tradicional de pimento doce originária da região do Sabugal, no nordeste de Portugal. Mantida por agricultores locais, encontra-se adaptada a condições de baixo consumo de fatores de produção e à agricultura biológica. A seleção e multiplicação da população foram realizadas na ESAC, em modo biológico, tendo sido avaliada também em Sistema Agroflorestal de Sucessão.
Em 2025, a variedade obteve o registo oficial em Portugal como variedade de conservação. Os frutos são de tamanho médio, com três a quatro lóculos, superfície lisa e cor vermelha na maturação. Distinguem-se pelo sabor doce e pela polpa espessa, com espessura entre 0,7 e 0,9 centímetros.
O ‘Agrária de Coimbra 301’ pode ser consumido em fresco, assado, grelhado ou recheado. A sua aptidão para produção em modo biológico torna-o adequado a sistemas agrícolas de baixo uso de fatores de produção e com maior resiliência ambiental, contribuindo também para a preservação do património agrícola local e da diversidade genética.
Segundo Pedro Mendes-Moreira, professor e investigador principal do Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS) e responsável pelo programa de melhoramento de plantas da ESAC-IPC, integrado no projeto europeu LiveSeeding, as sementes de ambas as variedades encontram-se em fase de multiplicação, com vista à sua disponibilização aos agricultores o mais breve possível.
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