Maternidade das árvores @Beira Digital TV - Joana Neiva
O incêndio que deflagrou na Serra da Lousã e se alastrou ao concelho de Góis chegou até à aldeia de Aigra Nova, mas nem tudo o fogo levou. Graças ao esforço dos habitantes, familiares, bombeiros e da Brigada dos Jipes da GNR, foi possível salvar a aldeia e, em particular, a maternidade de árvores, considerada “a alma da Lousitânea”.
Em entrevista à Beira Digital TV, Cátia Lucas, coordenadora da associação, destacou que “vai ser um dia que nos vai marcar para o resto das nossas vidas, mas acima de tudo é um dia que temos de guardar como o da maior resiliência que tivemos aqui”.
A responsável sublinha que a grande preocupação da comunidade, quando perceberam que as chamas avançavam, foi “proteger as habitações e a nossa maternidade, porque a maternidade das árvores é a alma da Lousitânea. Perder este cantinho no meio da serra era perder tudo”.
Apesar de a aldeia ter resistido às chamas, o futuro apresenta novos riscos. “O pior ainda está para vir, que é a parte das chuvas, os deslizamentos e depois toda a parte da reflorestação”, alerta Cátia Lucas, lembrando que muitos dos terrenos envolventes “são privados e encontram-se em abandono, o que aumenta a vulnerabilidade da serra”.
A coordenadora da Lousitânea defende que a resposta tem de começar a nível local: “Se não formos nós a agir, por muito apoio que possa haver no futuro, vai demorar demasiado tempo. Temos de proteger a aldeia já.”
Entre os próximos passos estão o levantamento de terrenos privados, ações de reflorestação e a criação de um rebanho comunitário para manter os espaços limpos. A responsável reforça ainda o apelo a donativos de materiais, rações e voluntariado, para apoiar os trabalhos de recuperação.
A maternidade de árvores é também um sinal de esperança para o futuro. “O fogo levou a nossa paisagem, mas não levou a nossa força”, sublinha a Lousitânea nas redes sociais.
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