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Entrevista | Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares assinalam 71 anos de serviço à comunidade

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares celebrou esta terça-feira, 12 de agosto, o seu 71.º aniversário. Em entrevista à Beira Digital TV, Carlos Henriques, presidente da Direção, fez um balanço “extremamente positivo” deste percurso, sublinhando a “história de trabalho e dedicação à comunidade” desde a fundação da instituição, destacando o contributo dos fundadores, bombeiros e dirigentes que ao longo dos anos moldaram a corporação.

O comandante Luís Sousa apontou os desafios operacionais cada vez mais exigentes, com destaque para os incêndios florestais “cada vez mais violentos e agressivos”, e para o aumento significativo das ocorrências relacionadas com doenças súbitas. “Triplicámos as solicitações nos últimos tempos”, referiu.

A nível financeiro, o presidente da Direção salientou que o esforço para garantir equipamentos e viaturas atualizados é constante, enfrentando limitações devido a financiamentos oficiais “fixos e estagnados no tempo”. Ainda assim, garante que o objetivo é “fazer do pouco muito” para assegurar um serviço de qualidade.

No que toca a recursos humanos, a corporação conta com cerca de 70 bombeiros voluntários e uma escola de formação com 25 estagiários. “Nunca ficam todos, mas a grande maioria sim, e isso é uma boa ajuda para o corpo de bombeiros”, afirmou Luís Sousa, frisando o interesse crescente de jovens em integrar a instituição.

Entre os investimentos recentes, Carlos Henriques destacou a renovação da frota de ambulâncias — essenciais para uma atividade que percorre cerca de mil quilómetros diários — e a aquisição de equipamentos e fardamento para os novos elementos.

Sobre a época de incêndios, o comandante preferiu não avançar com balanços antecipados, notando que, até ao momento, têm prestado mais apoio fora do concelho do que localmente.

Quanto aos objetivos futuros, a Direção pretende manter a qualidade e prontidão do serviço, avançando com projetos como a aquisição de uma nova viatura ao abrigo do PRR, a compra de uma ambulância para substituir um veículo ao serviço do INEM e a intervenção na cobertura da garagem principal do quartel.

“Há sempre muito para fazer e é isso que nos motiva a continuar”, concluiu Carlos Henriques.

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