Quarenta enfermeiros do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e cerca de vinte estudantes de mestrado da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) participaram, hoje, numa formação conjunta baseada em cenários de catástrofe com múltiplas vítimas. A atividade decorreu no Polo A da ESEnfC, na Avenida Bissaya Barreto, e envolveu exercícios práticos de simulação.
Uma explosão numa sala de laboratório e o desabamento do teto de um auditório foram os dois cenários escolhidos para os profissionais testarem conhecimentos, protocolos de atuação e outras capacidades de reposta em matéria de suporte imediato de vida (SIV).
O Presidente da ESEnfC, Fernando Amaral, que deu as boas-vindas aos participantes na formação, promovida em parceira com o curso de mestrado de Enfermagem Médico-cirúrgica – Área da Pessoa em Situação Crítica, referiu «o quão importante» tem sido «o INEM na saúde das pessoas».
O docente sublinhou que, nos anos 80 do século XX, a «mortalidade por acidente de viação era avassaladora» e que, atualmente, esses índices «reduziram bastante», muito pela intervenção do organismo do Ministério da Saúde responsável pela coordenação da emergência médica em Portugal e «pela existência de enfermeiros» nessas equipas.
De acordo com o professor Fernando Amaral, «a intencionalidade com que os enfermeiros fazem as coisas» e o «conhecimento abrangente» de que dispõem, constituem um «argumento» que devem utilizar na defesa da incorporação de «mais enfermeiros nas equipas do INEM».
Presente na sessão de abertura da ação formativa, o enfermeiro diretor do INEM, Rui Campos, sustentou que «o papel mais importante do enfermeiro no pré-hospitalar», sem descurar a importância dos demais (nas viaturas médicas de emergência e reanimação, ou nos helicópteros de emergência médica), é desempenhado pelos profissionais que integram as ambulâncias SIV.
«Têm uma responsabilidade enquanto profissionais que é única» e «um ónus muito pesado sobre os ombros», referiu o dirigente, ao acrescentar que o INEM tem «tentado dar reforços e instrumentos para que esse ónus seja diluído, com capacidade de conhecimento, de crescimento, de experimentação, formação, exercícios e simulacros».
Rui Campos sublinhou, ainda, a importância do «cruzamento de saberes» entre «a academia e parte mais operacional, de quem está no terreno», agradecendo aos alunos de mestrado, por representarem «mais um estímulo» e por «trazerem outras visões» para um «crescimento em conjunto».
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