Mariana Fonseca, a enfermeira condenada a 23 anos de prisão por matar, um jovem no Algarve, em 2020, já chegou a Portugal, foi encaminhada para a cadeia feminina de Tires. Foi capturada em Jacarta, na Indonésia, pela Interpol, no início deste mês, depois de estar cerca meio ano em fuga.
A jovem de 29 anos entrou no estabelecimento prisional na noite de quinta-feira, trazida pela Polícia Judiciária, segundo fonte do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP). Numa primeira fase, Mariana Fonseca ficará no pavilhão de admissão da cadeia por um período de 14 dias onde será observada pela parte clínica para ser submetida a exames, pelos serviços de reinserção, e só depois é que se prevê que seja integrada na zona prisional, explicou a mesma fonte.
Segundo a agência governamental indonésia responsável por gerir assuntos de imigração, numa publicação nas redes sociais, a jovem foi deportada na quarta-feira, 18 de março, via Aeroporto Internacional Soekarno-Hatta.
A mulher, recorde-se, foi condenada pela coautoria do homicídio de Diogo Gonçalves, de 21 anos, juntamente com Maria Malveiro. A vítima foi esquartejada e o corpo espalhado por várias zonas do Algarve.
Em primeira instância, o Tribunal de Portimão condenou, em 27 de abril de 2021, Maria Malveiro à pena máxima de 25 anos, pelo homicídio e profanação do cadáver de Diogo Gonçalves. Nesse julgamento, Mariana Fonseca foi absolvida, depois de o Tribunal de Portimão não ter conseguido provar a sua participação no homicídio, e acabou por ser condenada a quatro anos de prisão pelo envolvimento na ocultação do cadáver, ficando em liberdade.
Em julho de 2023, a Relação de Évora reverteu a decisão do Tribunal de Portimão, condenando-a à pena máxima. A defesa da enfermeira recorreu da decisão, mas o Tribunal Constitucional confirmou a sentença da Relação, reduzindo apenas a pena em dois anos, de 25 para 23 anos de prisão.
Em tribunal ficou provado que Mariana Fonseca e a então namorada, Maria Malveiro, mataram e desmembraram Diogo Gonçalves, um engenheiro informático de 21 anos, para ficarem com uma indemnização de 70 mil euros que o jovem tinha recebido pela morte da mãe.
O homicídio ocorreu em 20 de março de 2020, na casa onde o jovem informático vivia, em Algoz, no concelho de Silves. Diogo tinha combinado um encontro com Maria Malveiro, com quem mantinha uma relação de proximidade.
No dia do crime, Maria entrou na casa do jovem e deu-lhe Diazepam, um sedativo arranjado por Mariana no hospital onde trabalhava, misturado com sumo de laranja. Enquanto isso, Mariana estava no carro, à espera.
Nessa altura, Diogo terá sido asfixiado e o corpo colocado no porta-bagagens do seu Mercedes. Depois, foi transportado para a garagem da casa onde Mariana vivia no Chinicato, em Lagos. Nesta residência, foi esquartejado com um cutelo.
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