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Eletricidade restabelecida em Vila Nova de Poiares e noutros concelhos do distrito de Coimbra

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Portugal continental viveu esta segunda-feira, 28 de abril, um dos maiores apagões das últimas décadas, com interrupções generalizadas no fornecimento de energia que afetaram também Espanha e partes de França e Itália. No distrito de Coimbra, a normalidade começou a ser restabelecida ao início da noite, incluindo Vila Nova de Poiares, Lousã e Miranda do Corvo.

O corte súbito de energia, registado por volta das 11h30, provocou uma onda de perturbações em serviços públicos, transportes, telecomunicações e comércio. As causas ainda estão a ser apuradas pelas autoridades, mas até ao momento não há indícios de ataque cibernético ou sabotagem.

A REN – Redes Energéticas Nacionais informou que a reposição do serviço está a ser feita gradualmente, dando prioridade a hospitais, forças de segurança e redes críticas. Nos hospitais de todo o país, os geradores de emergência entraram em funcionamento automático, assegurando a continuidade dos cuidados de saúde mais urgentes.

Em Coimbra, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), o maior da região Centro, operou em regime de contingência durante todo o apagão. Fontes hospitalares garantiram que “não houve falhas críticas nos serviços essenciais”, incluindo blocos operatórios e unidades de cuidados intensivos, graças ao sistema de geradores próprios. No entanto, foram registados alguns atrasos em consultas, exames e atendimentos programados.

Durante o apagão, houve ainda uma corrida aos supermercados, com longas filas e prateleiras esvaziadas, principalmente de produtos alimentares, água e lanternas. Muitas bombas de combustível também encerraram, incapazes de operar os sistemas de abastecimento sem eletricidade.

Em várias localidades, como na região de Coimbra, geradores privados foram ativados para garantir o funcionamento de farmácias, lares de idosos e pequenos negócios.

Sobre a realização da aulas, Luís Montenegro, primeiro-ministro, apontou, esta segunda-feira, que as escolas podem funcionar normalmente amanhã “se não houver nenhuma perturbação no processo de reabastecimento” de energia.

“Não vemos razão para que não possam abrir amanhã numa situação de normalidade se não houver nenhuma perturbação neste processo de reabastecimento”, disse Luís Montenegro, na conferência em São Bento.

Entretanto, as operadoras de telecomunicações implementaram planos de contingência para atenuar as falhas nas redes móveis e de internet, e as autoridades pedem à população para usar a energia com moderação enquanto o sistema é totalmente normalizado.

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