reunião metro mondego @UF Eiras e São Paulo de Frades
A União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades reuniu hoje com o Conselho de Administração da Metro Mondego numa reunião de trabalho que teve como objetivo central acompanhar o ponto de situação da obra em curso e, sobretudo, colocar na agenda o planeamento das fases seguintes do projeto — nomeadamente a expansão da rede para a zona Norte do concelho de Coimbra.
A delegação da União das Freguesias foi representada pelo presidente Luís Correia e pelo vogal Hélio Paulino.
Na reunião, a União das Freguesias defendeu a necessidade de uma abordagem integrada à mobilidade urbana, que passe não apenas pela conclusão da infraestrutura em execução, mas pela articulação efetiva com os restantes operadores de transporte público da região — designadamente os SMTUC e a CP —, de forma a garantir uma rede coerente, eficiente e verdadeiramente útil para os utilizadores.
«Não podemos olhar para a Metro Mondego de forma isolada. O que os nossos fregueses precisam é de uma rede de transportes integrada, que lhes permita circular com facilidade, sem rupturas de serviço e sem penalizações nos horários ou nas tarifas. A articulação entre a Metro, os SMTUC e a CP não é um detalhe técnico — é uma condição essencial para que este investimento faça sentido para as pessoas», afirmou Luís Correia, presidente da União das Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades.
O presidente sublinhou ainda a importância estratégica da expansão da rede para o Norte do Concelho, área que concentra uma população significativa e que permanece subservida em termos de mobilidade coletiva. «Eiras, São Paulo de Frades e as outras freguesias do Norte do Concelho não podem ficar de fora desta equação. A Metro Mondego tem de chegar além de Coimbra B — e este foi um argumento que levámos à mesa com clareza», acrescentou Luís Correia.
A União das Freguesias manifestou também preocupação com o impacto que os trabalhos em curso têm provocado nas populações locais, tendo solicitado à administração da Metro Mondego um acompanhamento mais próximo e uma comunicação mais transparente sobre os constrangimentos existentes e os prazos previstos.
A reunião foi considerada positiva por ambas as partes, tendo ficado acordado o prosseguimento do diálogo institucional com vista a assegurar que as decisões de planeamento futuro sejam tomadas com o necessário alinhamento entre a execução técnica, as necessidades de mobilidade e o impacto social nas comunidades.
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