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Domínios estratégicos e alocação orçamental da AI2 definidos até outubro após debate alargado

O Governo concluiu uma primeira ronda de auscultação a 16 entidades sobre a metodologia para a definição dos domínios estratégicos nacionais em investigação, tecnologia e inovação, bem como para a alocação orçamental a cinco anos da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2). O processo insere-se na criação de um novo modelo de planeamento estratégico para a ciência e inovação em Portugal.

Após esta fase inicial, o documento metodológico será revisto para integrar os contributos recolhidos, seguindo-se uma segunda ronda de reuniões. A versão final da metodologia deverá ser apresentada em fevereiro, ficando então lançado um debate nacional alargado, que se prolongará até outubro, altura em que deverão ficar definidos os domínios estratégicos e a distribuição orçamental.

O debate será aberto, transparente e participativo, envolvendo universidades, politécnicos, centros de investigação, empresas, associações científicas e de inovação, peritos, especialistas e cidadãos. Estão previstas mesas temáticas, conferências descentralizadas, consultas diretas, participação online, bem como uma página de internet e uma plataforma dedicadas ao processo.

Durante todo o percurso, será criada uma Comissão de Acompanhamento composta por personalidades de referência das comunidades científica e de inovação. Este órgão irá monitorizar a elaboração da metodologia e o processo de avaliação estratégica, emitindo pareceres intercalares e finais.

O enquadramento institucional da AI2 resulta do Decreto-Lei n.º 132/2025, que formalizou a fusão da Agência Nacional de Inovação com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A nova agência passa a dispor de financiamento plurianual, assente num contrato-programa de cinco anos, com o objetivo de garantir estabilidade, previsibilidade e maior impacto social e económico do investimento público em ciência e inovação.

Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, 2026 será um ano decisivo para o País, exigindo escolhas estratégicas nas áreas prioritárias para a competitividade, resiliência e sustentabilidade. O governante sublinha que a ciência e a inovação serão determinantes para responder aos grandes desafios nacionais e europeus, reforçando a ligação entre conhecimento científico, economia e coesão territorial.

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