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Diogo Carvalho assume protagonismo histórico na estreia nacional de EVITA

Lisboa prepara-se para receber um dos mais relevantes acontecimentos culturais da próxima temporada teatral. Pela primeira vez em Portugal, o consagrado musical EVITA, com música de Andrew Lloyd Webber e letras de Tim Rice, sobe ao palco do Teatro Capitólio, em março de 2026, numa produção de grande escala que transporta para o público português uma das obras mais emblemáticas do teatro musical internacional.

Entre os principais destaques da produção encontra-se Diogo Carvalho, 32 anos, ator, produtor e empresário, diretor artístico da AtrapalhArte e da Diogo Carvalho, Produções Artísticas, Lda., que assume o papel de Juan Perón, Presidente da Argentina e figura central na narrativa. Natural de Coimbra, o artista dá vida a uma personagem histórica de enorme peso simbólico e político, num momento que reforça a sua afirmação no panorama cultural nacional.

Atualmente em cena no West End londrino, EVITA é um musical de reconhecido êxito internacional, narrado em forma de ópera-rock, que acompanha a ascensão e queda de Eva Perón, uma das figuras mais carismáticas, controversas e mitificadas do século XX.

A ação decorre nas décadas de 1930 e 1940, seguindo o percurso de Eva Duarte, jovem oriunda do interior da Argentina que se muda para Buenos Aires movida pela ambição, pelo desejo de reconhecimento e pela busca de poder. O encontro com Juan Perón, então oficial militar e político em ascensão, altera decisivamente o seu destino.

O casamento entre ambos projeta Eva para o centro do poder, transformando-a numa líder adorada pelas massas populares, mas também alvo de críticas, acusações e contestação. A narrativa é conduzida pela personagem Che, um revolucionário cético que funciona como consciência crítica da ação.

O musical culmina com a doença e morte prematura de Eva Perón, aos 33 anos, momento em que a sua figura já se encontra definitivamente elevada à condição de mito.

EVITA estreou-se originalmente a 21 de junho de 1978, no Prince Edward Theatre, em Londres, com Elaine Paige no papel principal, interpretação que lhe valeu o Laurence Olivier Award. Em 1979, a obra chegou à Broadway, protagonizada por Patti LuPone, distinguida com o Tony Award. Desde então, o papel de Eva Perón foi interpretado por várias figuras de referência do teatro e do cinema, incluindo Madonna, na adaptação cinematográfica de 1996, e Elena Roger, nas produções londrina e nova-iorquina do século XXI.

A versão portuguesa tem produção da Yellow Star Company e encenação de Paulo Sousa Costa. O elenco reúne nomes de destaque, com Sofia Escobar no papel de Eva Perón e Diogo Morgado como Che, acompanhados por um vasto conjunto de intérpretes.

Diogo Carvalho destaca a dimensão e responsabilidade do papel que assume: “Para mim, enquanto ator, é uma honra profunda e de enorme responsabilidade interpretar Juan Perón. Trata-se de uma figura histórica de peso incontornável, um homem que marcou decisivamente a história da Argentina e cuja influência política, social e simbólica continua a ser objeto de debate até hoje. Dar corpo e voz a alguém com esta dimensão obriga-nos a um respeito absoluto pela complexidade da personagem e pelo contexto histórico em que se move.”

O ator sublinha ainda a densidade dramática da personagem: “Juan Perón carrega uma carga dramática muito densa. Não é apenas o Presidente ou o marido de Eva Perón, é um estratega, um líder carismático, um homem moldado pelo poder e pelas circunstâncias, que se encontra permanentemente entre a convicção ideológica, a ambição política e a consciência do impacto das suas decisões.”

Sobre o desafio interpretativo, acrescenta: “Enquanto ator, este papel exige maturidade, contenção e uma escuta muito apurada, porque Juan Perón existe em permanente diálogo com Eva, com o povo e com a própria História. É uma personagem que não se impõe apenas pela força da palavra, mas pela presença, pela autoridade silenciosa e pela consciência do poder que exerce.”

Diogo Carvalho destaca também o trabalho em equipa e o elenco: “Poder explorar tudo isso em palco, num musical da dimensão de EVITA, é algo que me honra profundamente e que assumo com enorme entrega, respeito e sentido de missão artística. Acresce ainda que estar em cena e contracenar com duas grandes figuras do teatro, da televisão e do musical como Sofia Escobar e Diogo Morgado é, para mim, uma verdadeira honra.”

O ator refere ainda a importância do percurso desenvolvido na Yellow Star Company, onde integrou produções como Shrek (2023-2025), Orgasmos, Jantar de Idiotas, Grease e A Bela e o Monstro, em funções de ator, protagonista, assistente de encenação e ator substituto.

EVITA estará em cena no Teatro Capitólio, em Lisboa, de 27 de março a 3 de maio de 2026, seguindo depois em digressão nacional por várias cidades, incluindo Faro, Porto, Leiria, Sintra e Estoril, prometendo marcar de forma indelével o panorama cultural português.

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