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Criação mais recente do Teatrão traz novas parcerias e desafios para os públicos de Coimbra

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O trabalho em parceria é um dos pilares da atividade do Teatrão. É no confronto com diferentes maneiras de pensar, trabalhar e agir sobre o mundo que podemos encontrar ideias que nos ajudem a tirar sentido das tensões sociais do presente – que são, para a companhia, o grande desafio da contemporaneidade e no seio das quais é necessário aprender a reexistir. É por isso que, numa atitude de juntar, reunir, desafiar, “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” surge de uma cocriação com o teatromosca e que, a este espetáculo, juntámos uma série de parceiros, entre a academia e outros agentes culturais da cidade de Coimbra, que nos possam ajudar a alargar a discussão que esta criação pretende fazer.

Depois de um primeiro fim de semana de sucesso, “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” vai continuar a sua temporada na Oficina Municipal do Teatro (OMT) com cinco novas récitas na quarta e quinta às 19h, sexta e sábado às 21h30, e domingo às 17h. Ligado à importância do trabalho em parceria, e como tem sido habitual ao longo dos anos, o novo espetáculo do Teatrão é acompanhado por um forte programa de atividades paralelasque, esta semana, traz dois desafios aos públicos de Coimbra. O primeiro decorre já esta quarta-feira, dia 12 de novembro. Após a sessão do espetáculo marcada para as 19h, o ciclo “Os clássicos, nossos contemporâneos?” é mote para uma conversa com Maria de Fátima Silva e Susana Marques Pereira, ambas investigadoras dedicadíssimas aos Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Ao longo desta tertúlia, as académicas irão trocar algumas ideias com o público presente sobre “As Troianas” e “Hécuba”, os dois textos clássicos de Eurípides que Jorge Palinhos reescreveu para “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança”.

Esta conversa inaugura uma colaboração próxima do Teatrão com o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da FLUC ao longo do próximo quadriénio. Em dezembro e fevereiro, este ciclo vai regressar a propósito dos acolhimentos de “Entrelinhas” de Tiago Rodrigues e Tonan Quito, criado a partir de Sófocles, e“Suplicantes”, nova criação de Sara Barros Leitão adaptada de Ésquilo.

Já no dia 13 de novembro, às 22h, decorre a segunda atividade da programação paralela de “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” prevista para esta semana: uma listening party na cave da Casa das Artes Bissaya Barreto para a banda sonora original do espetáculo, que será editada digitalmente através da plataforma Bandcamp. Ao longo do serão, o público presente vai poder escutar alguns dos temas que compõem este lançamento, enquanto conversam com Victor Torpedo (autor da música de cena e músico de bandas como The Parkinsons, Tédio Boys, etc.) e Marco Antonio Rodrigues (encenador) sobre a criação sonora para o espetáculo. A moderação vai estar a cargo do jornalista Daniel Belo. Os participantes que estiverem presentes nesta conversa irão ainda auferir de um desconto de 50% no bilhete para “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” até ao final da temporada na OMT. A inscrição para a listening party é gratuita e deve ser feita através do formulário disponível em tinyurl.com/CABBdcjne

Esta atividade conta com a coprodução e apoio da CABB e da Rádio Universidade de Coimbra, que irá transmitir o evento.

“Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” tem dramaturgia original de Jorge Palinhos a partir de “As Troianas” e “Hécuba” de Eurípedes, encenação de Marco Antonio Rodrigues.

Partindo de dois textos fundadores do teatro universal, “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” traz-nos uma abordagem contemporânea que procura nas ruínas de Tróia pontes com a atualidade. Como é que se pode reaprender a existir num mundo onde parece não haver espaço para as utopias? Onde é que nos agarramos para nos mantermos vivos? É a partir destas questões centrais que chegamos, neste espetáculo, à figura de uma Hécuba que se recusa a ser vítima passiva, lugar de contemplação de fome e dor – aquilo que a rainha troiana, no cânon da tragédia clássica grega, tipicamente representa. Em “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança”, mais do que uma mulher forte ou vingativa, Hécuba é uma mulher mítica que, quando confrontada com desafios muito complexos, não se resigna e procura tornar-se agente – e não vítima – do destino.

A temporada em Coimbra faz-se até 23 de novembro. Haverá ainda duas datas com Audiodescrição (19 e 23 de novembro). Os bilhetes para a carreira na OMT de “Dói-me o corpo de jazer nessa esperança” estão disponíveis para compra na OMT, postos Ticketline ou online através de tinyurl.com/DCJNEomt

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