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Góis

Corrida do Entrudo encheu Aldeias do Xisto de Góis com tradição, máscaras e muitos visitantes

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A festa mais aguardada do Entrudo nas Aldeias do Xistos de Góis voltou a encher a aldeia da Aigra Nova de cor, travessuras e visitantes vindos de vários pontos do país. Apesar das recentes tempestades, a tradição manteve-se viva, com centenas de pessoas a assistir ao desfile dos foliões de máscara de cortiça.

Entre os visitantes estavam Francis e Lena, estudantes da Universidade de Coimbra, que participaram pela primeira vez. “Nós queríamos muito vir ao Entrudo, somos os dois do sul de Portugal e nunca tínhamos vivenciado este tipo de carnaval”, contaram à Beira Digital TV. O que mais os surpreendeu foram as máscaras e os trajes: “Conhecia muito de imagens e vídeos, mas nunca tinha visto ao vivo. Acho muito impactante.”

Também destacaram o ambiente irreverente e a interação com a comunidade. “A loucura da situação… despejaram água na cabeça de outro, foi incrível”, disse Francis, acrescentando: “Gostei muito das quadras, de saber as fofocas da aldeia, senti-me muito incluído.”

Este ano, cerca de 49 foliões percorreram a Aldeia da Pena, a Aldeia da Cerdeira de Góis, a Aldeia do Esporão, Ponte de Sótão e Aigra Nova.

Entre os foliões, Malaquias fez um balanço positivo do dia: “Foi um dia repleto, a cumprir a tradição. Enquanto tivermos saúde e conseguirmos participar, estamos bem.” Sobre o impacto do mau tempo, garantiu que não afastou participantes: “O folião é serrano por natureza, aguenta o mau tempo. É sempre muito bonito ver a aldeia cheia de gente que também não teve medo de vir foliar connosco.”

O momento de tentar apanhar o presunto ou o bacalhau continua a ser um dos pontos altos. “A ideia é sempre todos usufruirmos desse momento enquanto comunidade. O mais importante é manter a tradição e a coesão”, sublinhou.

Entre o público havia também um grupo de amigos vindos de Leiria – Tiago, Magda e Laura, que conheceram o Entrudo através do interesse pela cultura e tradições. “Está a superar as expectativas a todos os níveis”, disse Tiago, acrescentando que o ambiente é muito diferente dos carnavais urbanos: “É um carnaval mais rural e acho que é mais português.” Já Laura destacou a autenticidade: “Não estava à espera de ver algo tão vivo.”

O presidente da Câmara de Góis, Rui Sampaio, salientou a forte adesão apesar do contexto meteorológico: “A pouca chuva não demoveu as pessoas. Esta moldura humana representa o que significa o Entrudo das aldeias de xisto, que já é uma imagem de marca do concelho.” O autarca destacou ainda o trabalho da Lousitânea – Liga de Amigos da Serra da Lousã e o reconhecimento internacional do evento: “Os foliões já foram convidados para deslocações no estrangeiro, o que demonstra a importância desta tradição.”

Da organização, Cátia Lucas admitiu que a edição foi desafiante devido ao mau tempo e dificuldades logísticas. “Estávamos à espera de muito menos pessoas, mas está a ser uma grande superação.” Este ano participaram 49 foliões, que percorreram várias aldeias antes de regressar à Aigra Nova.

Sobre o significado do Entrudo, explicou: “É vivido de uma forma muito genuína. O objetivo é que as pessoas se sintam bem-vindas e experimentem uma festa autêntica, difícil de encontrar noutros carnavais.”

A crescente participação jovem é vista como essencial para o futuro. “São estas pessoas que vão garantir a continuidade da tradição”, afirmou.

A festa termina com rituais simbólicos como o leilão, o sorteio e a tradicional queima do Entrudo — um boneco de palha e caruma — encerrando mais um ano de uma celebração que continua a unir comunidade, visitantes e identidade cultural.

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