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Columbofilia regressa ao Parque Biológico da Serra da Lousã integrada em projetos de inclusão social da Fundação ADFP

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O Parque Biológico da Serra da Lousã volta a contar com o seu pombal em funcionamento, um espaço que recupera uma tradição rural e que ganha agora um significado ainda mais especial: será cuidado e acompanhado por utentes da Fundação ADFP, no âmbito das dinâmicas de inclusão social desenvolvidas pela instituição.

A reativação deste espaço integra-se na lógica dos Projetos “SUPERação” e “Inclusão em Ação”, que procuram criar oportunidades concretas de participação, responsabilidade e aprendizagem para crianças, jovens e pessoas com diferentes percursos de vida e necessidades, do CACI – Centro de Atividades para a Capacitação e Inclusão, e das Residências Respeito e Fraternidade. Este projeto é liderado por Francisco Silva monitor de educação física da Fundação ADFP.

No pombal, os utentes assumem tarefas ligadas ao cuidado dos animais, à manutenção do espaço e à observação diária das aves, transformando este local num pequeno laboratório de autonomia e capacitação.

O contacto com os animais tem demonstrado ser um instrumento importante de bem-estar, desenvolvimento pessoal e inclusão social.

Há estudos científicos que mostram que as pessoas com deficiência e/ou doença mental conseguem maior bem-estar emocional em contacto com a natureza e maneio de animais.

A Fundação criou o Centro Hípico e o Parque Biológico com esta intenção terapêutica permitindo a inclusão laboral de pessoas com necessidades especiais.

A relação com as aves promove rotinas, sentido de responsabilidade e confiança, contribuindo para reforçar competências sociais e emocionais. Ao mesmo tempo, cria momentos de proximidade com a natureza e com o património rural. Esta reativação surge na sequência da oferta de cerca de 20 pombos-correio, por um gentil casal de Tomar, e também de integrar a reativação da Columbofilia no Parque Biológico da Serra da Lousã através dos projetos de Desporto Adaptado da instituição.

Para a Fundação ADFP, que há décadas trabalha na promoção da inclusão, iniciativas como esta representam mais do que atividades ocupacionais: são oportunidades reais de participação na vida da comunidade. No Parque Biológico, a natureza, os animais e o território tornam-se aliados num processo de crescimento humano e social.

Assim, o pombal regressa não apenas como um elemento do património rural do Parque, mas também como símbolo de diversidade, partilha e inclusão, onde cada gesto de cuidado ajuda a construir uma comunidade mais justa e participativa.

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