A chuva forte e persistente registada nos últimos dias na Bacia Hidrográfica do Mondego levou, pelas 14h45, ao colapso do dique direito do Rio Mondego, na zona de Casais, em Coimbra, junto ao viaduto da A1.
Segundo a informação enviada à Beira Digital TV, o aumento acentuado dos caudais originou uma massa de água que se espalhou pelos campos agrícolas, podendo dar origem a situações potencialmente perigosas.
As áreas mais afetadas situam-se nas zonas ribeirinhas de São Silvestre, Quimbres e São Martinho de Árvore, no município de Coimbra, bem como na área urbana de Montemor-o-Velho.
O incidente levou ainda ao corte da A1 entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Como alternativas, as autoridades indicam a utilização do IC2 entre os mesmos nós e da A17 como complemento.
As previsões meteorológicas apontam para um desagravamento momentâneo da situação na quinta-feira. Contudo, é esperado o regresso da chuva forte e persistente no final desse dia e durante a sexta-feira, podendo os caudais dos rios voltar a aumentar significativamente e provocar novas inundações em zonas historicamente vulneráveis. Não é excluída a possibilidade de ocorrência de outros incidentes semelhantes.
Face às previsões, as autoridades alertam para a possibilidade de inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo ao longo do rio Mondego e dos seus afluentes, cheias com transbordo de rios e ribeiras, em especial no Baixo Mondego, bem como instabilidade de vertentes, com risco de deslizamentos ou derrocadas devido à saturação dos solos.
O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra recomenda o cumprimento das medidas preventivas, nomeadamente o respeito por eventuais ordens de evacuação, a retirada de bens e animais das zonas inundáveis, a não travessia de áreas alagadas e a permanência informada através dos órgãos de comunicação social e das entidades de Proteção Civil.
A situação continuará a ser acompanhada em permanência pelo Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente e os restantes agentes de Proteção Civil, sendo a informação atualizada sempre que se justifique.