Cerca de 70 mil clientes permaneciam sem fornecimento de energia elétrica no território continental às 12h00 de hoje, segundo dados divulgados pela empresa responsável pela rede de distribuição. Deste total, cerca de 62 mil situavam-se na zona mais afetada pela depressão Kristin.
O mais recente balanço confirma uma descida do número de clientes sem eletricidade ao longo do dia, depois do aumento registado no sábado, na sequência do agravamento das condições meteorológicas associado à passagem da depressão Marta.
De acordo com os dados divulgados, durante a madrugada de sábado existiam cerca de 56 mil clientes sem energia na área afetada pela depressão Kristin. No entanto, com a evolução do mau tempo, o número subiu significativamente, atingindo cerca de 124 mil clientes sem luz nessa zona e um total de 167 mil em todo o território continental ao final do dia de sábado.
À hora de almoço de hoje, o número global desceu para cerca de 70 mil clientes sem ligação à rede elétrica.
Por distritos, Leiria continua a concentrar o maior número de situações, com cerca de 42 mil clientes afetados. Seguem-se Santarém, com cerca de nove mil, Coimbra, com oito mil, e Castelo Branco, com dois mil clientes sem fornecimento elétrico.
O balanço anterior, divulgado durante a manhã, indicava a existência de cerca de 76 mil clientes sem eletricidade, confirmando a tendência de reposição progressiva do serviço.
Desde a semana passada, as sucessivas depressões que atingiram o país provocaram 14 vítimas mortais, além de centenas de feridos e desalojados. Entre os principais impactos registados estão danos em habitações e empresas, queda de árvores e estruturas, encerramento de vias rodoviárias e serviços públicos, bem como falhas no fornecimento de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo continuam a ser as mais afetadas pelos efeitos do mau tempo.
Perante a situação, o Governo prolongou a situação de calamidade em 68 concelhos até ao dia 15, tendo anunciado um conjunto de medidas de apoio que podem atingir os 2,5 mil milhões de euros.