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CERC volta a exigir medidas reais para travar subida dos combustíveis

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O CERC – Conselho Empresarial da Região de Coimbra voltou hoje a interpelar o Governo relativamente ao impacto do aumento do preço dos combustíveis na atividade económica e na vida das famílias, considerando insuficientes as medidas até agora apresentadas.

Recorde-se que o CERC já havia interpelado o Governo no início de abril, alertando para as consequências económicas desta situação, em particular nos territórios do interior. A resposta recebida assentou essencialmente na redução parcial do ISP e na disponibilização de linhas de financiamento às empresas. Para o CERC, estas medidas continuam sem responder ao problema real sentido diariamente pelo tecido empresarial.

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“A redução do ISP revelou-se insuficiente e as linhas de crédito não podem continuar a ser apresentadas como solução estrutural. As empresas não precisam de mais dívida. Precisam de redução efetiva dos custos que hoje estão a destruir competitividade e capacidade de investimento”, refere o Conselho Empresarial.

O CERC alerta que o impacto dos combustíveis se faz sentir de forma transversal em toda a economia, com efeitos diretos nos custos de produção, transporte, distribuição e prestação de serviços. Em muitos setores, particularmente os mais dependentes de mobilidade e logística, os combustíveis representam hoje uma parcela extremamente elevada dos custos operacionais, colocando forte pressão sobre margens já reduzidas.

O Conselho Empresarial considera igualmente preocupante que o Estado continue a arrecadar receitas muito elevadas através do IVA sobre combustíveis, apesar das medidas anunciadas.

Nesse sentido, o CERC defende medidas com impacto direto na economia real, nomeadamente a redução mais significativa da carga fiscal sobre combustíveis, a redução temporária de outros encargos diretos às empresas, como IRC e tributação
autónoma, o reforço da dedutibilidade do IVA de forma transversal às empresas, a redução dos encargos sobre o trabalho e apoios específicos para setores mais expostos aos custos energéticos e logísticos.

O CERC sublinha que empresas fragilizadas significam menor capacidade de investimento, maior dificuldade em reter talento, menor margem para valorização salarial e, inevitavelmente, maior pressão económica sobre as famílias.

“O desenvolvimento económico e o desenvolvimento social caminham juntos. Defender as empresas é defender o emprego, a estabilidade e a capacidade de crescimento dos territórios”, sublinha o Conselho Empresarial da Região de Coimbra.

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