O Executivo Municipal aprovou por unanimidade, na reunião de 17 de março, um voto de louvor e reconhecimento a Gonçalo Castelo-Branco, professor e investigador natural de Cantanhede, que integra o Comité do Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2026, órgão que fará a seleção dos laureados deste prestigiado galardão científico mundial.
Na proposta apresentada pela presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, pode ler-se que “esta eleição vem reconhecer o mérito científico e excelência académica do investigador cantanhedense”.
Especialista em Biologia de Células Gliais no Instituto Karolinska (Suécia), Gonçalo Castelo-Branco, de 49 anos, licenciou-se em Bioquímica na Universidade de Coimbra e é doutorado pela prestigiada instituição sueca sediada em Estocolmo.
No âmbito da sua carreira científica, tornou-se conhecido por várias descobertas importantes na área da neurociência e biologia das células da mielina, que contribuíram para ajudar a compreender doenças como a Esclerose Múltipla.
O texto da proposta destaca ainda as mais significativas distinções de que o investigador já foi alvo, nomeadamente o Prémio da Eric K. Fernström Foundation, atribuído a jovens cientistas de destaque na Suécia, ou o Prémio Jubileu da Swedish Society for Medical Research, reconhecendo a excelência científica. “A eleição para um órgão tão prestigiado como o Comité Nobel faz jus ao seu percurso de mérito e honra o Município de Cantanhede”, conclui.
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