O Caldas Sport Clube manifestou publicamente o seu descontentamento após a interdição do Campo da Mata, decretada na véspera do jogo para a Taça de Portugal frente ao Sporting Clube de Braga. O clube considera que a decisão retirou a magia do futebol e afetou profundamente a sua comunidade.
Num comunicado emotivo, o Caldas sublinha que, apesar de privado de jogar no seu estádio, mantém intacta a vontade de representar e dignificar o emblema em cada minuto dentro de campo. O clube reforça o orgulho na sua identidade, afirmando que “é mais bonito ser do Caldas” do que seguir o caminho dos grandes.
A direção admite que ponderou não entrar em campo, mas entende que tal decisão traria consequências graves para o clube. A recusa em jogar poderia resultar em sanções desportivas e financeiras, penalizando duplamente uma instituição que procurou defender a verdade desportiva.
O Caldas recorda ainda que é um clube centenário, com responsabilidade para com todos os que diariamente envergam o brasão, desde os escalões de formação até aos veteranos, abrangendo o futebol e as restantes modalidades. Nesse sentido, optou por competir, apesar do sentimento de injustiça.
A interdição do Campo da Mata foi comunicada ao início da noite do dia anterior ao encontro, decisão que o clube considera uma falta de respeito e consideração. Ainda assim, garante que não se calará nem esquecerá o sucedido, assumindo uma posição clara de protesto.